quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Legião de Mérito


Legion of Merit

Autorizada pelo Congresso em 20 de Julho de 1942 para condecorar os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos por conduta merituosa excepcional durante o serviço militar. Performance superior frente a inimigos normais não era suficiente para justificar esta condecoração, assim como atos de heroísmo durante o serviço, o condecorado deveria Podia ser concedida a a estrangeiros, mas não a pessoal civil. A Legião de Mérito foi desenhada pelo Coronel Robert Townsend Heard e esculpida por Katharine W. Lane de Boston. O nome e o desenho da Legião de Mérito recebeu forte influencia da Legião Francesa de Honra. Esta é a 3ª mais alta condecoração americana, ficando atrás apenas da Medal of Honor e da Distinguished Service Cross.
O reverso da medalha tem o lema tirado do Grande Selo dos Estados Unidos , "Annuit Coeptis" ("Ele [Deus] favoreceu nossos empreendimentos") e a data de "MDCCLXXXII" (1782) que é a data da  primeira condecoração Americana, a Medalha de Mérito Militar, agora conhecido como o Coração Púrpura . O projeto da fita também segue o padrão da fita Coração Púrpura. A fita para todas as condecorações é 35 mm de largura e consiste nas faixas seguintes: 1,6 mm; branca , centro 32 mm carmesim; e 1,6 mm branco.
A Legião de Mérito,  prêmio militar da Forças Armadas dos Estados Unidos que é dado por conduta excepcionalmente meritória na realização de serviços extraordinários e realizações. A decoração é emitida tanto para o pessoal militar dos Estados Unidos e de figuras militares de governos estrangeiros.

A Legião de Mérito (grau Commander) é um das duas únicas decorações militares dos Estados Unidos a ser emitida com uma fita no pescoço (o outro é a Medalha de Honra ) e a única decoração Americana que podem ser emitidas em conceder graus (tal como um ordem de cavalaria ou de certos Ordens de Mérito ) e é a sexta na ordem de precedência de prêmios militares dos EUA e é usado após a Medalha de Serviço superior de Defesa e antes do Distinguished Flying Cross . 

No uso contemporâneo na forças armadas dos EUA, a Legião de Mérito é normalmente atribuído ao Exército, Marinha e Força Aérea oficiais generais e coronéis , e da Marinha e da Guarda Costeira oficiais-generais e capitães que ocupam cargos de comando ou muito altos em seus respectivos serviços . Ele também pode ser concedido a oficiais de menor patente e quadros superiores de alistados, mas estes casos são menos frequentes e as circunstâncias variam de acordo com o serviço. Como tal, a medalha pode ser considerado como "pontos" em alguns sistemas de promoção, como na Força Aérea, onde é contado como sete pontos (de um possível 25 pontos para a decoração).

Dois Generais Brasileiros receberam essa comenda durante a  2ª Guerra Mundial. Foram eles o General de Brigada Alexandre Zacharias de Assumpção em 1942, ( Geral da Brigada Alexandre Zacharias de Assumpção, Exército Brasileiro, foi citado para prestar serviço como general comandante da 8 ª Região Militar, Brasil. 8 ª Região Militar sediado em Belém, que era uma base de apoio importante para aeronaves dos EUA em trânsito para o Norte de África e no Mediterrâneo. O Exército fez 31 prêmios da Legião de Mérito, grau comandante, aos oficiais brasileiros durante a II Guerra Mundial.) e General de Brigada
Amaro Soares Bittencourt em 1942  o Primeiro a receber esta medalha, em qualquer grau.



terça-feira, 13 de novembro de 2012


Hoje comemora-se nos EUA o Dia dos Veteranos, feriado americano que celebra o serviço prestado de todos os veteranos americanos que serviram em guerras.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Medalha Comemorativa da Viagem Real ao Brasil

                                           Médaille commémorative du Voyage Royal au Brésil

Ele foi criado em novembro de 1920 por iniciativa do Rei Albert I para comemorar a viagem que ele fez para o Brasil em companhia da rainha Elizabeth, em setembro/outubro de 1920, ao convite do presidente brasileiro Epitácio Pessoa. Esta viagem foi em agradecimento a este país pelo apoio que ele tinha dado a Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial. Os Governantes belgas fizeram a viagem a bordo do navio de guerra brasileiro Encouraçado São Paulo encontrada no reverso da moeda.
A Medalha em bronze escuro, foi concedido apenas aos oficiais, suboficiais, marinheiros e civis brasileiros e belgas a bordo do navio de guerra durante esta viagem. Isso faz com que esta medalha seja bastante rara. 


Medalha (com fita original), anverso e reverso.
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

HERÓIS DA PRIMEIRA GUERRA EM VISITA À PETRÓPOLIS








Em 19 de setembro de 1920, desembarcavam no Rio de Janeiro o rei Alberto I e a rainha Elizabeth, reis da Bélgica, convidados pelo presidente Epitácio Pessoa, foram na época, transportados pelo cruzador brasileiro São Paulo, que para ocasião foi parcialmente transformado em transatlântico de luxo, que incluía um serviço de bordo digno de reis.
Os reis da Bélgica tiveram recepção sem qualquer  precedente, tanto de autoridades como do povo, principalmente porque o rei Alberto, muito popular também em seu país, era cercado da admiração dedicada aos heróis por sua atuação durante a Primeira Guerra Mundial recém-terminada em 1918. 

A visita possuía como objetivos estabelecer relações comerciais e culturais com o Brasil, o que se concretizou por intermédio de acordos e declarações de intenções, onde até mesmo o estabelecimento de uma siderúrgica (http://www.pettinato.info/cidades/belgomineira.htm).
Até o dia 16 de outubro, data do embarque para a volta, também no São Paulo, a comitiva fez um roteiro pesado de festas, banquetes, homenagens, passeios e discursos: Rio de Janeiro, Teresópolis, Petrópolis, Belo Horizonte, Morro Velho, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Claro, Ribeirão Preto, Santos e Rio de Janeiro, percurso realizado por trem. 

Em Petrópolis, os jornais destacaram a visita que foi precedida da chegada do Conde D’Eu e do Príncipe d. Pedro como seus representantes diplomáticos, já que no mesmo ano ocorreu a anistia à família Imperial, os jornais de Petrópolis noticiaram a visita do Rei com grande pompa, seo que o jornal O Século dedicou páginas especiais em impressão de classe. Em sua primeira página apresentava a árvore genealógica da família do Rei Alberto.







A visita à Petrópolis se processou com a presença de um grande número de populares, banda de música e autoridades, que convergiram para a Estação onde ocorreu o desembarque. Na ocasião o Rei visitou o Colégio São Vicente de Paula que se localizava no prédio do Palácio Imperial e tirou uma foto com professores e religiosos da instituição (foto reproduzida que pertence a coleção do Arquivo do Museu Imperial).



Neste postal reproduzido anteriormente e gentilmente  cedido pelo Maestro Ernani Aguiar, podemos observar o Colégio de São Vicente de Paulo quando sua sede encontrava-se no Palácio Imperial. No postal observamos a Entrada do Colégio com seus alunos em brincadeira e sendo pageados por um frei que prestava a função de bedel.

No ano seguinte, O General Mangin (foto-postal acima), francês, outro herói da Primeira Grande Guerra , também visitou Petrópolis.

Mangin , na realidade tratava-se do General Charles Mangin (1866/1925), apelidado de Le boucher, "O carniceiro", que foi comandante do exercito francês na luta para deter as investidas alemães, tendo atuado com bravura na reconquista de Douamont y Triaumont, durante a primeira grande guerra.
Este realizou uma rápida visita ao Brasil estando no Rio de Janeiro e segundo os registros de Gabriel Fróes, seguindo para Petrópolis.
A foto reproduzida é um postal que marca a presença do general no Rio, segundo dados da casa de leilões, www.babellivros.com.br/cataperm.htm.

Homenagem aos Veterano

FEDERAÇÃO ISRAELITA DE PERNAMBUCO e ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO DE PERNAMBUCO - 70 Anos da Declaração de Guerra as Potencias do Eixo

Realizou-se aos 27 set 2012 em Recife uma Homenagem aos Ex-Combatentes e Lançamento de Livro por Ocasião dos 70 Anos da Entrada do Brasil na 2ª. Guerra Mundial .

O evento, no Museu Sinagoga Kahal Zur Israel, Rua do Bom Jesus (Recife Antigo), contou com a Banda do Comando Militar do Nordeste, que executou o Toque de Presença de Ex-Combatente e o Hino Nacional Brasileiro, encerrando com a Canção do Expedicionário, emocionando os presentes.

A mesa estava composta pela Profa. Dra. Tania Kaufmann, da UFPE e Diretora do Arquivo Historico Judaico de Pernambuco, fantastica lutadora da memoria pernambucana, Sr Fabio Lispector, diretor da FIPE – Federação Israelita de Pernambuco, General de Brigada Fernando Sérgio Nunes Ferreira, Chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, representando o Comandante General BENZI, Prof. Israel Blajberg, da ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL e o Presidente da ANVFEB-PE Veterano Alberides de Lima Passos.

Blajberg, autor de SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE discorreu sobre 1942 – Um Ano Singular, seguindo-se as saudações da Profa. Tania e Gen Fernando.

O evento teve o apoio da ANVFEB-PE, Associação Nacional dos Veteranos da FEB, CNOR – Conselho Nacional dos Oficiais da Reserva, CONIB – Confederação Israelita do Brasil e FIPE – Federação Israelita de Pernambuco, sendo realizado na semana de 24 a 30 setembro 2012 quando ocorreu em Recife o XIV ENCONTRO NACIONAL DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO – ENOREX.

O evento revestiu-se de elevado capital simbólico, pela realização neste local onde em 1637 foi instalada a 1ª. sinagoga das Américas, e onde pregou o primeiro rabino do Brasil, Isac Aboab da Fonseca. Esquecida durante séculos, foi reinaugurada em 18 mar 2002, pelo Presidente FHC, sendo VP Marco Maciel, graças ao esforço de abnegados, alguns presentes como a Prof. Tania Kaufmann, Dr Boris Bernstein, Presidente
da FIPE na ocasião e o arqueólogo Prof. Marcos Albuquerque da UFPE

Presentes diversos representantes dos setores cultural, militar e governamental de Pernambuco, dos quais podemos citar o Coronel de Infantaria Antônio Carlos de Souza, Comandante do CPOR de Recife, acompanhado do Tenente Cesar Costa e uma representação de 10 Alunos do Curso de  Artilharia; Veteranos Alberides de Lima Passos e Josias Bezerra de Melo; Dr Edmilson Miranda, Secretario de Segurança de Jaboatão dos Guararapes, representando o Prefeito Elias Gomes (região onde existiram inúmeros engenhos de cristãos-novos); Prof. Marcos Albuquerque, que descerrou a pátina do tempo encobrindo a secular sinagoga, Coordenador do Lab de Arqueologia da UFPE e Arqueólogos Silvia de Andrade Lima Uchoa, Vilanez Brayner Lopes e Marcos Antônio Gomes de Matos Albuquerque; Tenente Coronel Wagner Rondon, representando o Coronel Inf João Wayner da Costa RIBAS, Comandante do Colégio Militar do Recife; Comandante João Batista do Nascimento, Presidente da Associação dos Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais de Recife; Tenente Coronel PMPE Basilio Barbosa Maciel, Comandante do 16º. BPM; Tenente Coronel Carlos Roberto Carvalho Daróz e Sra. Elaine Pereira Daróz, Capitão Adailton Reinaldo Marques, Capitão Aderivaldo Pedro da Silva e Jose Roberto Monteiro, professores do Colégio Militar do Recife; Capitão de Fragata Roberto Ribeiro do Nascimento e Capitão Tenente Heloisa da Silva Simões, representando o Diretor do Hospital Naval do Recife, CMG Medico Dr Jaime Gouveia; Tenente R/2 Francisco Miranda, diretor da ANVFEB-PE e Assessor Cultural da AORE-Recife, e Tenente Silvio Mario Messias de Oliveira, ANVFEB-PE, com suas esposas, colaboradores na organização e realização do evento; Tenente Claudio Oliveira, representando o Brigadeiro Pinto Machado, Comandante do 2º. COMAR; Dr Boris Bernstein, antigo Presidente da FIPE; Sra Sandra Paro, Fundação Artístico Cultural Ibero-Americana; Hélio Posternak, fundador do Colégio Israelita; Ilana Kreimer, Ativista Comunitária; Sra Suely Mattos de Oliveira, Presidente Eleita do Rotary Clube Recife Boa Vista; Tenente Amom Francisco de Souza, representando o Capitão dos Portos de Pernambuco, Comandante Ricardo Pinheiro Padilha; Tenentes R/2 Arlindo Villar Rodrigues, Sergio Posternak (Intendência/88), e Roberto Gustavo Paashaus, ex-alunos do CPOR; Sra. Cheiva Grinspun, viúva do Engenheiro e ex-aluno do CPOR de Recife Dr Marcos Grinspun (Engenharia/1957).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Portugal na 1ª Guerra Mundial

Em Portugal, com Bernardino Machado na presidência da República, a Alemanha em 9 de Março de 1916 declara guerra a Portugal. E foi o General Norton de Matos (mais tarde candidato às eleições presidenciais de 1949), Ministro da Guerra entre 1915 e 1917, com a colaboração do General Fernando Tamagnini, o responsável pela organização do Corpo Expedicionário Português (CEP) que no centro de instrução de Tancos (o chamado milagre de Tancos ) se transformaram em soldados aptos e capazes para um conflito duro, homens que pouco tempo antes, tinham uma vida civil, pacata e tranquila.

Neste cartaz de 1916 depois do governo britânico, a 16 de Fevereiro, solicitar a intervenção de Portugal na 1ª Grande Guerra, o Rei Jorge V de Inglaterra e o Presidente da República portuguesa Bernardino Machado 

                                              
                                 Foto in: "Bernardino Machado"
                 
      Outro cartaz de 1917
                                                       

Na foto a seguir (da esquerda para a direita): O comandante do CEP (Corpo Expedicionário Português) general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva, o general inglês Hacking e o comandante da 2.ª Divisão General Gomes da Costa. Na outra foto o CEP de partida.


   


Ao chegarem à Frente Ocidental as tropas portuguesas adaptaram-se rapidamente à guerra de trincheiras, mostrando grande eficiência e espírito combativo. No entanto as condições foram piorando ao longo dos tempos, sobretudo devido à falta de reforços que impediam a substituição e descanso das tropas. Esta situação era agravada por outros factores tais como o Inverno frio e húmido, muito diferente do que o que os portugueses estavam habituados. As condições foram-se agravando a tal ponto que o Comando do 1º Exército Britânico decidiu a rendição das tropas portuguesas por tropas britânicas, com o objectivo de permitir o descanso daquelas. É justamente no dia previsto para a rendição do CEP que se dá a ofensiva alemã e a Batalha do Lys, apanhando as forças portuguesas numa posição completamente desfavorável.


         Presidente Bernardino Machado em França                      Prisioneiros portugueses da Batalha de La Lys
 


          Telegrama do Presidente da República Bernardino Machado ao comandante do CEP General Tamgini  
 
                                                  
                                                                                          Foto in: "Bernardino Machado"


Com a ofensiva "Georgette" dos alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, acabaram por sofrer uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys (sector de Ypres), em 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras. Não se pode definir um tempo de duração da fase inicial da ofensiva do Lys sobre a 2.ª Divisão do CEP, contudo, tendo começado o bombardeamento preparatório às 4h15 da madrugada de 9 de Abril, a última resistência dos Portugueses só cessou próximo do meio-dia de 10, em Lacouture. Os Portugueses tiveram cerca de 7.000 baixas, sendo que o maior número foi de prisioneiros por terem sido cercados pelos flancos da Divisão, como se comprova pelo facto de os Alemães lhes surgirem pela retaguarda, próximo das 11 horas da manhã. Essa derrota já era esperada pelo comandante do CEP general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva e pelo comandante da 2.ª Divisão Gomes da Costa e pelo Chefe do Estado-Maior do Corpo, João Sinel de Cordes, que por diversas vezes avisaram o governo de Portugal e o comando do 1º Exército Britânico, das dificuldades existentes. 

Regresso dos prisioneiros de guerra portugueses, da Alemanha a bordo do navio inglês Northwestern Miller, em 1919 
                                           

                                                                                  E em 1921 ... 
                                              
                                                    Foto in: Biblioteca Nacional Digital
                Monumento aos Heróis Combatentes nesta  1ª Grande Guerra, na Avenida da Liberdade em Lisboa
                                                 
                                                    Foto in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Medalhas de “Cat’s Eyes” Cunningham vão a leilão


Medalhas de “Cat’s Eyes” Cunningham vão a leilão



Medalhas e itens que pertenceram ao celebrado ás da caça noturna britânica John “Cat’s Eyes” Cunningham serão postas a leilão na Inglaterra.

Cunningham ganhou fama nacional por seu papel no abate de aeronaves incursoras alemãs durante a Batalha da Inglaterra e teve pelo menos 20 vitórias confirmadas durante a guerra, e foi o primeiro homem a derrubar uma aeronave usando radar.

Seus sucessos foram atribuídos na época a seu alto consumo de cenouras, uma história usada para elevar o consumo de vegetais, numa época de racionamento. Também ajudou a esconder a real razão do sucesso de Cunningham – um novo e altamente secreto radar embarcado.

Cunningham confiava em seu recém-adaptado artilheiro traseiro Jimmy Rawnsley para operar o sistema.

Descrevendo a experiência, ele disse mais tarde: “Teria sido mais fácil se as cenouras funcionassem. Na verdade, era demorado, completamente escuro e muito frustrante. Era um esforço muito grande continuar voando por instrumentos à noite”.

O essencial era o trabalho em equipe – e não apenas somente entre piloto e operador de radar. A tripulação de um caça noturno está no topo de uma pirâmide que inclui o controle de solo e as luzes de busca, e lá em cima uma aeronave com dois camaradas dentro. Se todos não fossem competentes e compatíveis, todo o esforço seria em vão”.

Após a guerra ele se tornou piloto-chefe de testes da De Havilland, comandando o Comet – que se tornou o primeiro jato de passageiros da história – em seu primeiro voo. Cunningham faleceu em 2002.

No lote de objetos que será leiloado pela Spink, em Londres, em 6 de setembro, estão sua Order of the British Empire, Distinguished Service Order e Distinguished Flying Cross, bem como vários troféus, uniformes e itens de aviação.

Espera-se conseguir entre 220 mil e 280 mil dólares pelo lote.

Lucros com a venda serão revertidos para bolsas para estudantes de pilotagem e a casa de leilão doará sua comissão para um fundo beneficente da Batalha da Inglaterra, que ajuda a preservar as edificações do QG do Comando de Caça da RAF durante a batalha.

Fonte: The Telegraph, 23 de agosto de 2012.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MEDALHAS DE GUERRA 2 ANOS


Dois anos de coletas e pesquisas para dar um pouco de informação sobre as condecorações nacionais e estrangeiras civis e militares. Obrigado a todos amigos que escrevem e elogiam o humilde trabalho e a  a todos que sempre frequentam o blog. 

Willivam Lambert


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cruz de Tropa do Kaiser Karl

Karl Truppenkreuz

Criada em 13 de dezembro de 1916 pelo imperador Karl I da Áustria-Hungria, é uma medalha de serviço que destinava-se a soldados daquele império, independente da patente, que estivem lotados em uma unidade de combate por um período de, no mínimo, 12 meses semanas (ainda que em uma função de não combatente), ou que estivesse servido na frente de batalha. 
Ela foi concedida até o fim das hostilidades, em novembro de 1918, totalizando cerca de 651.000 medalhas entregues. Essas medalhas eram feitas de zinco (este tipo foi amplamente distribuído) e consiste em uma cruz pattée repousando sobre uma coroa de louros. Existem várias produções de guerra, geralmente em vários tipos de metal, provavelmente por razões de economia em um país exausto, existe uma versão em bronze muito raro, provavelmente no inicio da produção.

Na frente traz a inscrição:

 "GRATI PRINCEPS ET PATRIA, CAROLVS IMP.ET REX"
 Um príncipe e uma nação gratos, Karl, Imperador e Rei. 

O reverso exibia as coroas imperiais da Áustria e da Hungria sobre a letra "C" de "Carolus", com a inscrição:
 "VITAM ET SANGVINEM" 
"com a vida e o sangue"

E a data MDCCCCXVI (1916). Seu desenho foi baseado na Cruz do Exército instituída em 1813, durante as guerras napoleônicas.

 Cruz de Tropa de Kaiser Karl I , em Zinco

Fontes: Internet

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Medalha Comemorativa da Batalha de Verdun

La médaille de Verdun

Foi criado em 20 novembro de 1916, oficialmente pelo Conselho Municipal da Cidade de Verdun, para comemorar o heroísmo de seus defensores. Mas de acordo com o trabalho de Thierry Silvert ( "A Medalha de Verdun" 2006), teria origem em uma combinação de refugiados do Meuse em Paris .

Originalmente destinado a ser concedido para aqueles que serviram na  frente Verdun entre 21 de fevereiro de 1916 e 2 de Novembro de 1916, a medalha foi, de fato, concedidos àqueles que serviram em qualquer lugar do Argonne e setores St Mihiel entre 31 de Julho de 1914 e 11 de novembro de 1918 . O original, oficial e mais comumente encontrados e o tipo "Vernier", como no exemplo atual, mas desde que o fornecimento de esta medalha foram insuficientes, outros modelos foram criados, pelo menos (7) sete versões de diferentes são conhecidos.

Entre 21 de Fevereiro e 19 de dezembro de 1916, cerca de 70% de todo o exército francês por rotação lutoaram na defesa de Verdun. A batalha foi o ponto alto da estratégia verdadeiramente aterradora da batalha de atrito, a cidade com suas fortalezas foram atacados pelos alemães na certeza de que o comando francês teria que fazer o que fosse necessário para defendê-la e com o objetivo de "sangrar a França até da derrota". No caso, as perdas francesas de 120.000 mortos e 260.000 feridos foram quase igualou no lado alemão e, no final de 1916 o francês tinha recuperado todo o terreno que haviam perdido no início do ano. A medalha é cada vez mais difícil de encontrar.

Porta da cidade de Verdun, esta muralha medieval esta gravada
 no verso da Medalha como simbolo da resistência


Ossuário de Douaumont nele os restos de soldados desconhecidos, 130,000 
franceses e alemães que caíram nos campos de batalha de Verdun


Ossuário improvisado 1920

Todo veteranos franceses e aliados que possam demonstrar o seu serviço ativo no campo da Verdun  pode ter seu nome no Livro de  Ouro dos soldados de Verdun. O Registo pode ser feito postumamente como ainda hoje é possível. (Devido ao grande número de desaparecidos na batalha , muitos corpos são encontrados ainda hoje, e depois de identificados e catalogados).
Medalha em bronze circular com olhal para suspensão da fita; o rosto com a cabeça e ombros de um capacete representativa figura da República Francesa segurando um espada a frente, à direita a inscrição:

 "ON NE PASSE PAS" (Eles não passarão)

E a assinatura do escultor "VERNIER"; o inverso com a fachada da cidadela de Verdun, inscrito' VERDUN" sobre um fundo acima, a data '21 FEVRIER 1916 "(21 de fevereiro de 1916) a seguir, palmas nos dois lados da medalha. 


On Ne Passe Pas
Eles não Passarão

Fabricante Privado (não marcado) 26,5mm diametro, gravação menos precisa

Não tem marca do fabricante no verso. Mesmo assim é um dos 2 modelo
mais comum encontrado


 Outro modelo com dupla argolas este fabricado pela 
Paris Mint (gravação precisa) e medido 27mm x 2mm.
Com uma escasso barrete "VERDUN" 
 fabricados pelos estabelecimentos Mourgeon .


NA. A presença de um grampo na fita medalha de Verdun não foi justificada e muitas medalhas foram usadas com a fita nua. Mesmos assim foram criados clips diferentes com o nome "Verdun" (não oficial) como nesta medalha.

terça-feira, 31 de julho de 2012

91ª Divisão - USA 1ª Guerra

91st Division

A 91ª Divisão de Infantaria (conhecida como a ''Divisão Pine Tree" ou  "Divisão Oeste Selvagem" ) foi uma unidade do Exército dos Estados Unidos que lutou na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. De 1946 até 2008, era uma parte da Reserva do Exército dos EUA. Ele foi brevemente desativada a partir de 2008 até 2010, quando foi elevada de volta como a 91ª Divisão de Treinamento (Operações).

Constituída em 5 de Agosto de 1917, em Campo Lewis , Washington, perto de Tacoma , a divisão, logo em seguida partiu para a Inglaterra no verão de 1918. Em setembro de 1918, primeira operação da divisão estava na ofensiva de St.Mihiel  na França. Servindo sob o V Corpo do Exército dos EUA , a divisão lutou na Ofensiva Meuse-Argonne e com êxito ajudou a destruir a Primeira Divisão de Guarda Alemã e continuou a esmagar através de três linhas inimigas sucessivas.
Doze dias antes do final da 1ª Guerra Mundial, a divisão, como parte do VII Corpo, ajudaram a espulsar para o leste as tropas alemães através do Escaut Rive . A divisão foi premiado com flâmulas de campanha  por seu papel ativo nas Lorraine, e campanhas de  Meuse-Argonne, St.Mihiel e Ypres-Lys.



Medalha da Vitoria USA da 1ª Guerra , com 4 claps de batalha
Medalha pertencente a um membro da 91st Div "Pine Tree"


Capacete do membro da 91st Div.

"Hellfighters! Le's Go!"

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ordem de Leopoldo (Bélgica)

Ordre de Léopold



A Ordem de Leopoldo é uma das três atuais Ordens de Cavalaria da Bélgica. É a mais alta das condecorações belgas e a sua designação é em honra de Leopoldo I da Bélgica. É uma ordem abrangente que homenageia militares, marinha mercante e civis. A Ordem foi criada em 11 de Julho de 1832 e é atribuída por atos de bravura em combate ou por serviços distintos prestados em prol da nação belga. A Ordem de Leopoldo é atribuída por Decreto Real.

O ‘’fons honorum’’ é o rei da Bélgica Alberto II e o título está reservado para os cidadãos belgas mais importantes e para alguns estrangeiros que, de alguma forma, contribuíram para o estado belga. Duas vezes por ano, a 8 de Abril (aniversário do rei) e a 15 de Novembro (dia da Dinastia Belga), é realizada a entrega das condecorações.
 
Classes

A Ordem de Leopoldo é composta por cinco classes:
  • Grande Cordão ('Grootlint'), a insígnia é usada num emblema num colar, ou numa faixa no ombro direito, e uma estrela no lado esquerdo do peito;
  • Grande Oficial ('Grootofficier'), a insígnia é usada ao pescoço, e uma estrela no lado esquerdo do peito (criada em 31 de Dezembro de 1838);
  • Comendador ('Commandeur'), a insígnia é usada ao pescoço;
  • Oficial ('Officier'), o emblema é usado numa fita com uma roseta, no lado esquerdo do peito;
  • Cavaleiro ('Chevalier/Ridder'), o emblema é usado numa fita, no lado esquerdo do peito.

As cinco classes encontram-se divididas por três categorias: civil, militar, marítima.

Apenas o rei pode ser designado por Grão-Mestre ('Grootmeester'). O Grande Cordão está reservado para famílias reais nacionais e estrangeiras, chefes de estado, ministros belgas de carreira e ex-primeiros-ministros, generais de três estrelas e funcionários civis de longa carreira.

Ordem de Leopoldo na categoria Militar

Esta Ordem (com espadas cruzadas sob a coroa), é entregue a pessoal militar tendo por base o número de anos de serviço, incluído metade do tempo da recruta.
  • Grande Oficial: atribuído a Tenentes-Generais com pelo menos dois anos no posto;
  • Comendador: atribuído a militares com pelo menos 35 anos de carreira como Oficial Superior;
  • Oficial: atribuído após 28 anos de serviço, e no posto de Major como limite mínimo;
  • Cavaleiro: atribuído após 20 anos de serviço, e no posto de Capitão como limite mínimo, e após 40 anos de serviço para oficiais fora de carreira;
A Ordem de Leopoldo por vezes é atribuída a militares que não estão dentro das regras anteriores, mas que desempenharam serviços distintos ao Rei.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Ordem de Leopoldo foi atribuída a vários oficiais estrangeiros que ajudaram a libertar a Bélgica da ocupação alemã. De entre eles, destaque-se George S. Patton, Bernard Montgomery, Dwight D. Eisenhower e Wesley Clark. A medalha também foi entregue a Josip Broz Tito em 1970.

Ordem de Leopoldo na categoria Marítima

Esta Ordem (com âncoras cruzadas sob a coroa), é entregue a pessoal da marinha mercante; o pessoal da marinha belga são condecorados com a categoria militar. Atualmente (2011) , são raros os homenageados nesta categoria.
Raro modelo da Marinha (modelo pré 1951)

A Insígnia

Após 1951 a Ordem de Leopold foi modificada, recebendo nas inscrições em Francês e Holandês. Da sua criação até 1950 a Ordem só havia inscrições em Francês.

A Ordem é de ouro, com 1 coroas, 1 monogramas “LR” (de "Leopoldus Rex", (Rei Leopoldo), e 1 leão. O emblema da Ordem é uma Cruz de Malta branca/esmalte em prata para a classe de Cavaleiro, e em ouro para as classes mais altas, envolta por folhas de louro e carvalho em verde/esmalte entre os braços da cruz.

A face do disco central é composta por um leão em fundo preto-esmalte; o reverso tem o monograma "LR"; ambos os discos estão rodeados por um anel vermelho-esmalte com o lema L'union fait la force em francês, ou Eendracht maakt macht em holandês (A União Faz a Força). A cruz tem por cima uma coroa, e por baixo pode ter espadas cruzadas, para os militares, ou âncoras cruzadas, no caso dos marítimos. A cruz para os civis não tem adereços.

A placa da Ordem é uma estrela em prata de oito pontas para a classe do Grande Cordão; e uma de prata Cruz Maltesa com raios entre os seus braços, para a classe de Grande Oficial. O disco central tem um leão em fundo negro-esmalte, rodeado por um anel em vermelho-esmalte com o lema igual ao do emblema, o medalhão pode ter por trás espadas, ou âncoras, douradas e cruzadas.

A fita da Ordem é, habitualmente, lisa e de cor púrpura. No entanto, se a Ordem é atribuída em circunstâncias especiais, a fita das classes de Oficial e Cavaleiro, podem ter as seguintes variações:

Podem ser adicionadas espadas cruzadas se a Ordem for entregue em tempo de Guerra (se a Ordem fosse entregue durante a Segunda Guerra Mundial ou durante a Guerra da Coreia, incluiria uma pequena barra com o nome dessa guerra);
Se a Ordem fosse entregue por algum ato de valor distinto em tempo de guerra, a fita teria um contorno vertical em ouro;
Se a Ordem fosse entregue por algum ato de mérito excepcional em tempo de guerra, a fita teria uma risca vertical em ouro;
Se a Ordem fosse atribuída por algum ato de mérito de caridade, a fita teria uma estrela de prata;
Se o homenageado tivesse sido mencionado num documento oficial a nível nacional, a fita teria uma estrela de ouro;
Se a Ordem fosse atribuída, em tempo de guerra, a militares, a insígnia teria folhas de palma em prata ou ouro.

Estrelas e contornos ou riscas podem ser atribuídas conjuntamente; no entanto, estas variações só muito raramente são incluídas nas condecorações. A cor da fita sofreu alterações durante o século XIX de vermelho para púrpura.
Distinção para Ordem de Leopold na Primeira Guerra Mundial  
Em conexão com a 1ª guerra, alguns atributos ou fitas especiais irão surgir:
- 1915: quando serão concedidos por atos de guerra com Menção em expedições do Exército, a fita é decorado com uma palma (prata para os cavaleiros, e outras classes) o monograma "A" (King Albert).
 
- 1919: criação de fitas especiais (parece que a medida nunca foi aplicada para a Ordem da Estrela Africana e Real Ordem dos Leões):
  • Com bordas em ouro para a guerra serviço distintos  (mais estrela de ouro, se o proprietário foi citado na menções nos despachos das forças armadas)
  • Com faixa central de ouro por serviços especiais prestados durante a guerra (mais estrela de ouro, se o proprietário foi citado nos despachos das forças armadas).
- 1939: criação de um distintivo especial (espadas cruzadas sobre a fita ) para homenagear os veteranos da Guerra de 1914-18.

 Modelo Militar (monolingue pré 1951), com espadas na Fita.
 indicada para veteranos da 1ª Guerra Mundial

 Ordem de Leopoldo (modelo monolingue pré-1951), 
Cruz de Cavaleiro,  Fita faixa de ouro central.


 Ordem de Leopoldo modelo civil (modelo monolingue pré-1951), 
Cruz de Cavaleiro, Fita duas faixas de ouro.

Fontes e Imagens: Internet

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cruz dos deportados 1914-1918 - Belgica 1ª Guerra

Croix des Deportes 1914 - 1918

Foi criado em novembro de 1922 para premiar civis belgas, que foram deportados para a Alemanha por se recusar a trabalhar ou requisitado pelos alemães para trabalhar na Alemanha e território ocupado (a falta de trabalho levou a Alemanha a deportar cerca de 60.000 trabalhadores belga para suas fábricas até 1917). 

Curiosamente os homens de idade de serviço militar não tinham direito à medalha a menos que tivesse mostrado um ato notável de patriotismo durante a sua deportação. Além disso, a cruz não foi premiada a título póstumo, ao invés disso, os deportados que morreram chegaram a receber a  Ordem de Leopoldo II   classe Cavaleiros com uma faixa de ouro bordada  no centra da fita.

Descrição: 34,5 milímetros de largura  cruz de malta em  bronze, as datas e 1914-1918 estão nos braços horizontais. Anverso e reverso são o mesmo.
 
Fita vermelha carmesim com faixas estreitas divisa das cores nacionais, vermelho, amarelo e preto.


 Diploma oficial concedido a um civil expulso durante a Primeira Guerra Mundial.


O anverso e reverso são idênticos. 

sábado, 2 de junho de 2012

As Medalhas da Vitória Inter-aliada da 1 ª Guerra Mundial

A história da Medalha da Vitória (Inter-Aliados) começou em Janeiro de 1917, quando a Grã-Bretanha recomenda a França e a Bélgica, que uma medalha de guerra comum deve ser criada após a guerra. referindo como a "Medalha Aliada", esta proposta foi resultado de um comitê britânico nomeado em 1916 para considerar toda a questão de medalhas de guerra.  (Pág. 1)

Os franceses chamaram a Medalha aliada britânica " Medalha Comemorativa Internacional de Guerra ", e uma proposta para criar esta medalha foi enviada para a Câmara dos Deputados na 05 de março de 1918 pelo deputado Bouilloux-LaFont. A questão foi entregue em 17 de dezembro de 1918, quando o deputado A. Lebey propôs à Câmara uma lei que estabelece uma medalha para premiar  a vitória dos Aliados. Ao fazer sua proposta, o deputado LeBay lembrou que todos os grandes acontecimentos impressionante da história da França, ocasionaram  uma medalha comemorativa. Devido ao interesse francês, o marechal Foch levou para a Conferência de Paz de Paris a ideia de uma medalha comemorativa única que seria concedido a todos os combatentes aliados.

No dia 24 de janeiro de 1919, o Conselho Supremo, composto pelos delegados do ranking das cinco principais potências da guerra (Estados Unidos da América, Grã-Bretanha, França, Itália e Japão), reuniram-se na sala do Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Mr. Pichon, no Quai d'Orsay, em Paris.

Nesta sessão, o Conselho Supremo convocada pela primeira vez como Conselho Supremo de Guerra em comparecimento o Presidente Woodrow Wilson e os Primeiros Ministros das Relações Exteriores das cinco potências principais, bem como o marechal Foch, marechal Haig, o general Pershing, General Diaz, e os generais da Conselho de Guerra de Versailles , incluindo a General Wilson, Belling, Bliss , e Robilant.

Durante a reunião do conselho supremo da guerra, o marechal Foch ler a seguinte proposta:

"Tenho a honra de propor à Guerra do Conselho Supremo dos Aliados que aqueles que lutaram na Grande Guerra, de todas as nações aliadas tanto, deveria receber uma medalha comemorativa idêntica. Este emblema glorioso, usada por eles em todas as partes do mundo, ajudaria a manter entre eles um sentimento de comunhão íntima que, depois de fortificar os nossos exércitos no campo de batalha, vão garantir a paz duradoura, pelo vínculo de memórias comuns, a grandeza dos companheiros Aliados. " 


  O Presidente Wilson aprovou a ideia e perguntou se a intenção era que cada governo criar uma medalha da mesma espécie. Para esta pergunta o marechal Foch respondeu que cada governo deve concordar em emitir a suas tropas a mesma medalha e uma mesma fita.

O Conselho Supremo de Guerra, então, concordou em recomendar a aprovação dos governos a emissão de uma medalha e uma fita idêntica a todas as tropas do Potências Aliadas e Associadas que lutoram na guerra.

No dia 18, 19 e 21 de março de 1919, uma Comissão Inter-Aliada reuniram-se no Quai d'Orsay, em Paris, para formular a medalha acordado na reunião de 24 de janeiro de 1919 do Conselho Supremo de Guerra. Termos de referência específicas fosse o nome, fita, e design da medalha e os princípios para a sua concessão. Todos os procedimentos foram realizados no Ministério dos Negócios Estrangeiros francês no escritório do Sr. William Martin, diretor do Protocolo. William Martin, que era o representante sênior da Comissão francesa, também foi escolhido para ser o presidente da Comissão.

As nações representadas na Comissão além da França, foram a Bélgica, Grã-Bretanha, Grécia, Itália, Japão, Portugal, Sérvia, Siam e nos EUA

PONTOS DE OBSERVAÇÃO DESSA REUNIÃO:

O nome inicialmente proposto para a medalha, a "Medalha Aliada" , foi descartada pela comissão porque o nome excluí os EUA, que era um poder Associado. Além disso, as Potências Centrais poderiam legitimamente produzir sua própria "Medalha Aliados".

Seguidamente, a Comissão discutiu os vários nomes para a medalha, incluindo:

"Medalha O Inter-Aliados e Associados",
"A Medalha Internacional da Grande Guerra",
e "A Medalha da Grande Guerra."


Finalmente, o comandante Purnot, um dos representantes franceses, sugeriu a "Medalha da Vitória." este nome foi aprovado por unanimidade pela comissão porque era curto e um título para uma medalha de guerra, os alemães não poderia copiar.

Coronel Mott (EUA) é creditado por propondo, depois de muita discussão, sobre a fita do dupla arco-íris. A delegação britânica concorda, simplesmente que a fita do arco-íris eliminaria qualquer necessidade de ter as cores nacionais na fita. "

Também não havia concorrência internacional para projetar uma medalha de Vitória única Inter-Aliados, cada país foi aconselhado a seguir as orientações básicas, mas, certamente não houve competições individuais em cada país para um projeto nacional.

Japão e Sião (Tailândia) não poderia incluir uma "Vitória Alada" feminina em sua concepção, como forma não tinha qualquer significado na sua ideologia, assim, o Japão escolheu uma representação de um dos seus "deuses" e Siam mesmo.

Complementos:


Embora a o governo Filipino tenha apreendido mais de 22 navios alemães, o Departamento de Guerra dos  EUA negou-lhes o direito de ter a Medalha da Vitória Americana (Filipinas, por ser uma possessão dos EUA), então eles criaram a sua própria medalha aproximadamente 6000.

Três nações que eram elegíveis para a produção de Medalhas da Vitória, mas não o fizeram:
 
China - muito fragmentado para produzir uma versão reconhecido nacionalmente.
Polônia - Aprovado um projeto de medalha, mas nunca foi colocá-lo em produção ou emitido qualquer exemplar. "Medalhas da Vitória polonesas" estão em circulação, e eles são interessantes, mas são mais apropriadamente classificadas como "medalhas de fantasia."
 
Jugoslávia - Foi criado no final da guerra de vários países menores. Não querendo alienar os cidadãos croatas e eslovenos que lutaram do lado alemão e, portanto, não produzem uma Medalha da Vitória.


PaísDesenhistaFabricanteNúmero emitido
BélgicaPaul Du Bois (1859-1938)
  • Desconhecido
300.000 - 350.000
BrasilJorge Soubre (1890-1934)
  • Casa da Moeda do Rio
aproximadamente 2.500
CubaCharles Charles
  • Etablissements Chobillon
6000 - 7000
TchecoslováquiaOtakar Spaniel (1881-1955)
  • Kremnice Mint
cerca de 89.500
FrançaPierre-Alexandre Morlon (1878 - 1951)
  • Monnaie de Paris
aproximadamente 2.000.000
França (1)Charles Charles
  • Etablissements Chobillon
Desconhecido
França (1)
  • M. Pautot
  • Louis Octave Mattei
  • Desconhecido
Desconhecido
Grã-Bretanha William McMillan (1887-1977)
  • Woolwich Arsenal
  • Wright & Son
6.334.522 mais
GréciaHenry-Eugène Nocq (1868-1944)
  • V. Canale
aproximadamente 200.000
ItáliaGaetano Orsolini (1884-1954)
  • Sacchini-Milano
  • S.Johnson-Milano
  • FMLorioli & Castelli-Milano
aproximadamente 2.000.000
Japão Masakishi Hata
  • Osaka Mint
aproximadamente 700.000




PortugalJoão Da Silva (1880-1960)
  • Da Costa
aproximadamente 100.000
Romênia.... Kristesko
  • Desconhecido
aproximadamente 300.000
Siam (Tailândia)Itthithepsan Kritakara (1890-1935)
  • Desconhecido
aproximadamente 1.500
África do Sul William McMillan (1887-1977)
  • Woolwich Arsenal
aproximadamente 75.000
Estados UnidosJames Earle Fraser (1876-1953)
  • Artes Metal Works Inc.
  • SGAdams Stamp & Co. estacionária
  • Jos Mayer Inc.
cerca de 2,5 milhões
Nesses números não contabilizam as medalhas não oficiais e cópias da firma Delande, então a quantidade pode ser um pouco maior.

Alexander J. Laslo Autor do livro "As Medalhas da Vitória Inter-aliada da 1 ª Guerra Mundial, Segunda Edição Revisada"

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