segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Medalha Comemorativa da Viagem Real ao Brasil

                                           Médaille commémorative du Voyage Royal au Brésil

Ele foi criado em novembro de 1920 por iniciativa do Rei Albert I para comemorar a viagem que ele fez para o Brasil em companhia da rainha Elizabeth, em setembro/outubro de 1920, ao convite do presidente brasileiro Epitácio Pessoa. Esta viagem foi em agradecimento a este país pelo apoio que ele tinha dado a Bélgica durante a Primeira Guerra Mundial. Os Governantes belgas fizeram a viagem a bordo do navio de guerra brasileiro Encouraçado São Paulo encontrada no reverso da moeda.
A Medalha em bronze escuro, foi concedido apenas aos oficiais, suboficiais, marinheiros e civis brasileiros e belgas a bordo do navio de guerra durante esta viagem. Isso faz com que esta medalha seja bastante rara. 


Medalha (com fita original), anverso e reverso.
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

HERÓIS DA PRIMEIRA GUERRA EM VISITA À PETRÓPOLIS








Em 19 de setembro de 1920, desembarcavam no Rio de Janeiro o rei Alberto I e a rainha Elizabeth, reis da Bélgica, convidados pelo presidente Epitácio Pessoa, foram na época, transportados pelo cruzador brasileiro São Paulo, que para ocasião foi parcialmente transformado em transatlântico de luxo, que incluía um serviço de bordo digno de reis.
Os reis da Bélgica tiveram recepção sem qualquer  precedente, tanto de autoridades como do povo, principalmente porque o rei Alberto, muito popular também em seu país, era cercado da admiração dedicada aos heróis por sua atuação durante a Primeira Guerra Mundial recém-terminada em 1918. 

A visita possuía como objetivos estabelecer relações comerciais e culturais com o Brasil, o que se concretizou por intermédio de acordos e declarações de intenções, onde até mesmo o estabelecimento de uma siderúrgica (http://www.pettinato.info/cidades/belgomineira.htm).
Até o dia 16 de outubro, data do embarque para a volta, também no São Paulo, a comitiva fez um roteiro pesado de festas, banquetes, homenagens, passeios e discursos: Rio de Janeiro, Teresópolis, Petrópolis, Belo Horizonte, Morro Velho, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Claro, Ribeirão Preto, Santos e Rio de Janeiro, percurso realizado por trem. 

Em Petrópolis, os jornais destacaram a visita que foi precedida da chegada do Conde D’Eu e do Príncipe d. Pedro como seus representantes diplomáticos, já que no mesmo ano ocorreu a anistia à família Imperial, os jornais de Petrópolis noticiaram a visita do Rei com grande pompa, seo que o jornal O Século dedicou páginas especiais em impressão de classe. Em sua primeira página apresentava a árvore genealógica da família do Rei Alberto.







A visita à Petrópolis se processou com a presença de um grande número de populares, banda de música e autoridades, que convergiram para a Estação onde ocorreu o desembarque. Na ocasião o Rei visitou o Colégio São Vicente de Paula que se localizava no prédio do Palácio Imperial e tirou uma foto com professores e religiosos da instituição (foto reproduzida que pertence a coleção do Arquivo do Museu Imperial).



Neste postal reproduzido anteriormente e gentilmente  cedido pelo Maestro Ernani Aguiar, podemos observar o Colégio de São Vicente de Paulo quando sua sede encontrava-se no Palácio Imperial. No postal observamos a Entrada do Colégio com seus alunos em brincadeira e sendo pageados por um frei que prestava a função de bedel.

No ano seguinte, O General Mangin (foto-postal acima), francês, outro herói da Primeira Grande Guerra , também visitou Petrópolis.

Mangin , na realidade tratava-se do General Charles Mangin (1866/1925), apelidado de Le boucher, "O carniceiro", que foi comandante do exercito francês na luta para deter as investidas alemães, tendo atuado com bravura na reconquista de Douamont y Triaumont, durante a primeira grande guerra.
Este realizou uma rápida visita ao Brasil estando no Rio de Janeiro e segundo os registros de Gabriel Fróes, seguindo para Petrópolis.
A foto reproduzida é um postal que marca a presença do general no Rio, segundo dados da casa de leilões, www.babellivros.com.br/cataperm.htm.

Homenagem aos Veterano

FEDERAÇÃO ISRAELITA DE PERNAMBUCO e ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO DE PERNAMBUCO - 70 Anos da Declaração de Guerra as Potencias do Eixo

Realizou-se aos 27 set 2012 em Recife uma Homenagem aos Ex-Combatentes e Lançamento de Livro por Ocasião dos 70 Anos da Entrada do Brasil na 2ª. Guerra Mundial .

O evento, no Museu Sinagoga Kahal Zur Israel, Rua do Bom Jesus (Recife Antigo), contou com a Banda do Comando Militar do Nordeste, que executou o Toque de Presença de Ex-Combatente e o Hino Nacional Brasileiro, encerrando com a Canção do Expedicionário, emocionando os presentes.

A mesa estava composta pela Profa. Dra. Tania Kaufmann, da UFPE e Diretora do Arquivo Historico Judaico de Pernambuco, fantastica lutadora da memoria pernambucana, Sr Fabio Lispector, diretor da FIPE – Federação Israelita de Pernambuco, General de Brigada Fernando Sérgio Nunes Ferreira, Chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, representando o Comandante General BENZI, Prof. Israel Blajberg, da ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL e o Presidente da ANVFEB-PE Veterano Alberides de Lima Passos.

Blajberg, autor de SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE discorreu sobre 1942 – Um Ano Singular, seguindo-se as saudações da Profa. Tania e Gen Fernando.

O evento teve o apoio da ANVFEB-PE, Associação Nacional dos Veteranos da FEB, CNOR – Conselho Nacional dos Oficiais da Reserva, CONIB – Confederação Israelita do Brasil e FIPE – Federação Israelita de Pernambuco, sendo realizado na semana de 24 a 30 setembro 2012 quando ocorreu em Recife o XIV ENCONTRO NACIONAL DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO – ENOREX.

O evento revestiu-se de elevado capital simbólico, pela realização neste local onde em 1637 foi instalada a 1ª. sinagoga das Américas, e onde pregou o primeiro rabino do Brasil, Isac Aboab da Fonseca. Esquecida durante séculos, foi reinaugurada em 18 mar 2002, pelo Presidente FHC, sendo VP Marco Maciel, graças ao esforço de abnegados, alguns presentes como a Prof. Tania Kaufmann, Dr Boris Bernstein, Presidente
da FIPE na ocasião e o arqueólogo Prof. Marcos Albuquerque da UFPE

Presentes diversos representantes dos setores cultural, militar e governamental de Pernambuco, dos quais podemos citar o Coronel de Infantaria Antônio Carlos de Souza, Comandante do CPOR de Recife, acompanhado do Tenente Cesar Costa e uma representação de 10 Alunos do Curso de  Artilharia; Veteranos Alberides de Lima Passos e Josias Bezerra de Melo; Dr Edmilson Miranda, Secretario de Segurança de Jaboatão dos Guararapes, representando o Prefeito Elias Gomes (região onde existiram inúmeros engenhos de cristãos-novos); Prof. Marcos Albuquerque, que descerrou a pátina do tempo encobrindo a secular sinagoga, Coordenador do Lab de Arqueologia da UFPE e Arqueólogos Silvia de Andrade Lima Uchoa, Vilanez Brayner Lopes e Marcos Antônio Gomes de Matos Albuquerque; Tenente Coronel Wagner Rondon, representando o Coronel Inf João Wayner da Costa RIBAS, Comandante do Colégio Militar do Recife; Comandante João Batista do Nascimento, Presidente da Associação dos Veteranos do Corpo de Fuzileiros Navais de Recife; Tenente Coronel PMPE Basilio Barbosa Maciel, Comandante do 16º. BPM; Tenente Coronel Carlos Roberto Carvalho Daróz e Sra. Elaine Pereira Daróz, Capitão Adailton Reinaldo Marques, Capitão Aderivaldo Pedro da Silva e Jose Roberto Monteiro, professores do Colégio Militar do Recife; Capitão de Fragata Roberto Ribeiro do Nascimento e Capitão Tenente Heloisa da Silva Simões, representando o Diretor do Hospital Naval do Recife, CMG Medico Dr Jaime Gouveia; Tenente R/2 Francisco Miranda, diretor da ANVFEB-PE e Assessor Cultural da AORE-Recife, e Tenente Silvio Mario Messias de Oliveira, ANVFEB-PE, com suas esposas, colaboradores na organização e realização do evento; Tenente Claudio Oliveira, representando o Brigadeiro Pinto Machado, Comandante do 2º. COMAR; Dr Boris Bernstein, antigo Presidente da FIPE; Sra Sandra Paro, Fundação Artístico Cultural Ibero-Americana; Hélio Posternak, fundador do Colégio Israelita; Ilana Kreimer, Ativista Comunitária; Sra Suely Mattos de Oliveira, Presidente Eleita do Rotary Clube Recife Boa Vista; Tenente Amom Francisco de Souza, representando o Capitão dos Portos de Pernambuco, Comandante Ricardo Pinheiro Padilha; Tenentes R/2 Arlindo Villar Rodrigues, Sergio Posternak (Intendência/88), e Roberto Gustavo Paashaus, ex-alunos do CPOR; Sra. Cheiva Grinspun, viúva do Engenheiro e ex-aluno do CPOR de Recife Dr Marcos Grinspun (Engenharia/1957).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Portugal na 1ª Guerra Mundial

Em Portugal, com Bernardino Machado na presidência da República, a Alemanha em 9 de Março de 1916 declara guerra a Portugal. E foi o General Norton de Matos (mais tarde candidato às eleições presidenciais de 1949), Ministro da Guerra entre 1915 e 1917, com a colaboração do General Fernando Tamagnini, o responsável pela organização do Corpo Expedicionário Português (CEP) que no centro de instrução de Tancos (o chamado milagre de Tancos ) se transformaram em soldados aptos e capazes para um conflito duro, homens que pouco tempo antes, tinham uma vida civil, pacata e tranquila.

Neste cartaz de 1916 depois do governo britânico, a 16 de Fevereiro, solicitar a intervenção de Portugal na 1ª Grande Guerra, o Rei Jorge V de Inglaterra e o Presidente da República portuguesa Bernardino Machado 

                                              
                                 Foto in: "Bernardino Machado"
                 
      Outro cartaz de 1917
                                                       

Na foto a seguir (da esquerda para a direita): O comandante do CEP (Corpo Expedicionário Português) general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva, o general inglês Hacking e o comandante da 2.ª Divisão General Gomes da Costa. Na outra foto o CEP de partida.


   


Ao chegarem à Frente Ocidental as tropas portuguesas adaptaram-se rapidamente à guerra de trincheiras, mostrando grande eficiência e espírito combativo. No entanto as condições foram piorando ao longo dos tempos, sobretudo devido à falta de reforços que impediam a substituição e descanso das tropas. Esta situação era agravada por outros factores tais como o Inverno frio e húmido, muito diferente do que o que os portugueses estavam habituados. As condições foram-se agravando a tal ponto que o Comando do 1º Exército Britânico decidiu a rendição das tropas portuguesas por tropas britânicas, com o objectivo de permitir o descanso daquelas. É justamente no dia previsto para a rendição do CEP que se dá a ofensiva alemã e a Batalha do Lys, apanhando as forças portuguesas numa posição completamente desfavorável.


         Presidente Bernardino Machado em França                      Prisioneiros portugueses da Batalha de La Lys
 


          Telegrama do Presidente da República Bernardino Machado ao comandante do CEP General Tamgini  
 
                                                  
                                                                                          Foto in: "Bernardino Machado"


Com a ofensiva "Georgette" dos alemães, montada por Ludendorff, os portugueses, não motivados e muito mal preparados, acabaram por sofrer uma derrota estrondosa na Batalha de La Lys (sector de Ypres), em 9 de Abril de 1918, logo após a derrota do Exército Britânico em Arras. Não se pode definir um tempo de duração da fase inicial da ofensiva do Lys sobre a 2.ª Divisão do CEP, contudo, tendo começado o bombardeamento preparatório às 4h15 da madrugada de 9 de Abril, a última resistência dos Portugueses só cessou próximo do meio-dia de 10, em Lacouture. Os Portugueses tiveram cerca de 7.000 baixas, sendo que o maior número foi de prisioneiros por terem sido cercados pelos flancos da Divisão, como se comprova pelo facto de os Alemães lhes surgirem pela retaguarda, próximo das 11 horas da manhã. Essa derrota já era esperada pelo comandante do CEP general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva e pelo comandante da 2.ª Divisão Gomes da Costa e pelo Chefe do Estado-Maior do Corpo, João Sinel de Cordes, que por diversas vezes avisaram o governo de Portugal e o comando do 1º Exército Britânico, das dificuldades existentes. 

Regresso dos prisioneiros de guerra portugueses, da Alemanha a bordo do navio inglês Northwestern Miller, em 1919 
                                           

                                                                                  E em 1921 ... 
                                              
                                                    Foto in: Biblioteca Nacional Digital
                Monumento aos Heróis Combatentes nesta  1ª Grande Guerra, na Avenida da Liberdade em Lisboa
                                                 
                                                    Foto in: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian

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