sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Walter Ehlers - 07/05/1921 - 20/02/2014

Walter Ehlers
(07/05/1921 - 20/02/2014)

Faleceu no último dia 20 de fevereiro em Long Beach, California, EUA, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra do Congresso 2º Tenente Walter David Ehlers.
Nascido em Junction City, Kansas, Ehlers terminou seus estudos e imediatamente ingressou no Exército, em outubro de 1940, juntamente com seu irmão mais velho, Roland. Após completar o treinamento, os dois foram designados para o 18º Regimento da 1ª Divisão de Infantaria em Fort Benning, Georgia.
Após o ataque japonês a Pearl Harbor, sua unidade foi totalmente reequipada e enviada para embarque no porto de New York em 1 de agosto de 1942, chegando à Inglaterra uma semana mais tarde. Walter e Roland foram então novamente embarcados, desta vez para tomar parte na Operação Torch - os desembarques Aliados no Norte da África - em 8 de novembro. Após o revés no Passo Kasserine em fevereiro de 1943, a divisão seguiu lutando até a vitória em Túnis. Em junho, Ehlers e seu irmão tomaram parte na invasão da Sicília, desta vez sob comando do 7º Exército do General George Patton. Lá, a 1ª Divisão sofreria pesadíssimas baixas, cerca de metade de seu efetivo de combate, atacando a cidade montanhesa de Troina. Embarcada novamente para a Inglaterra com o fim dos combates na Sicília, a 1ª Divisão começou a ser preparada para o maior desembarque anfíbio da história: a Operação Overlord, nas praias francesas da Normandia.
O Sargento Ehlers, neste período um experimentado veterano de combate, era líder de um grupo de combate que deveria desembarcar na segunda leva em Omaha Beach, 6 de junho de 1944. Porém, quando ficou claro que os soldados da primeira leva estavam paralisados por fogo de metralhadora dos alemães, sua unidade foi transferida para um barco Higgins e imediatamente enviada à praia para dar reforço. Ehlers conseguiu com muita dificuldade conquistar seu setor em Omaha e sair da areia, estabelecendo o primeiro perímetro. Seu irmão Roland morreu naquele dia, quando o barco em que se encontrava foi atingido em cheio por um morteiro inimigo.
Em 9 de junho, já tendo avançado cerca de 13 km continente adentro, nas proximidades de Goville, Ehlers encontrou um ponto de resistência alemão, equipado com diversos ninhos de metralhadora. À frente do restante do regimento, ele investiu com seu grupo contra as armas alemãs, batendo de frente com uma patrulha inimiga no caminho. Sob ataque, Ehlers sozinho revidou e matou 4 soldados alemães com seu rifle. Já na mira do ninho de metralhadora, ele engatinhou à frente sob as rajadas e destruiu a arma com granadas. O Sargento Ehlers viu então dois morteiros inimigos, protegidos por fogo cruzado de duas metralhadoras. Incrivelmente, ele liderou seus homens pela tempestade de projéteis e atacou as guarnições dos morteiros, matando mais 3 soldados alemães. Seguindo grudado ao chão em direção à uma última metralhadora, ele pôs-se de pé ao lado da guarnição inimiga, e mesmo sozinho, destruiu-a. No dia seguinte, após ter feito um grande avanço, seu pelotão viu-se na mira de mais morteiros e armas automáticas alemãs, recebendo ordens de recuar. Junto com seus soldados, Ehlers manteve a cobertura de fogo que permitiu o recuo do restante do pelotão. Já seriamente ferido na perna direita, ele ainda carregou um de seus soldados feridos através de uma chuva de morteiros até as posições de retaguarda, recusando tratamento médico para si próprio e continuando a comandar o grupo. Por suas corajosas e determinadas ações em Goville, mostrando um impetuoso espírito combativo, o Sargento Ehlers foi condecorado com a Medalha de Honra do Congresso em 19 de dezembro de 1944, sendo também promovido a 2º Tenente.
Sua divisão continuaria em ininterrupto combate, entrando na Alemanha em setembro de 1944, participando da Batalha das Ardenas, rompendo a Linha Siegfried, cruzando o Reno e chegando à Tchecoslováquia no fim da guerra em maio de 1945.
Após a guerra ele aventurou-se pela indústria do cinema, chegando a fazer um pequeno papel como cadete de West Point em "The Long Gray Line", de 1955. Naquele mesmo ano, ele ainda trabalhou na segurança da Disneyland, quando o parque foi inaugurado na California. Posteriormente, Ehlers trabalhou para diversas associações de veteranos de guerra, até aposentar-se. Ele era o último ganhador da Medalha de Honra ainda vivo a ter desembarcado e combatido no Dia-D, e carregou uma bala alemã na perna direita até o fim da vida.
Walter Ehlers deixa a esposa Dorothy, três filhos, 11 netos e dois bisnetos.
Ehlers é condecorado com Medalha de Honra por seu comandante divisional, General Clarence Huebner. Dezembro de 1944.

Ehlers e seu M1 Garand.

Walter Ehlers.


Fonte: Sala de Guerra

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Derretimento do gelo nos Alpes Italianos revela múmias de soldados mortos na Primeira Guerra Mundial

As mudanças climáticas estão provocando o derretimento da neve dos Alpes italianos fato que, por sua vez, revelou uma curiosa descoberta: o surgimento de diversos cadáveres da Primeira Guerra Mundial, na maioria, mumificados. O fenômeno trouxe à tona incontáveis restos humanos de batalhas travadas entre a Itália e o Império Austro-húngaro, durante a Primeira Guerra.
A descoberta aconteceu nas áreas de Presena e Ortles-Cevedale, na pequena cidade italiana de Peio. No local, milícias de ambos os lados construíram uma fortaleza bélica no topo das montanhas geladas, uma área estratégica para guardar as armas pelo seu difícil acesso. Entretanto, o gelo se transformou no verdadeiro e cruel inimigo comum, já que muitos morreram em decorrência da temperatura (abaixo dos 30°C negativos) e avalanches. 
Durante a década de 90, diários, cartas e fragmentos de jornais russos começaram a aparecer. A quantidade de objetos encontrada fez com que residentes da área construíssem um local para guardá-los, que hoje é o atual Museu da Guerra de Peio. Depois disso, em 2004, um guia da montanha achou três corpos mumificados em uma parede congelada, próximo ao pico San Matteo. Os cadáveres eram de soldados austríacos, estavam desarmados e traziam pacotes de ataduras nos bolsos, uma indicação de que poderiam ser enfermeiros austríacos mortos durante a Batalha de San Matteo, de 3 de setembro de 1918.
Desde então, mais de 80 corpos foram encontrados e todos, naturalmente, acabaram mumificados em função do tempo e das condições climáticas. A última cerimônia para as vítimas encontradas ocorreu no final do ano passado. Os corpos eram de dois soldados austríacos, de 17 e 18 anos de idade. Eles morreram nas montanhas e foram enterrados em uma fenda, na geleira, por seus companheiros. A previsão de alguns arqueólogos é que muitos outros corpos ainda serão encontrados.

Múmias da Segunda Guerra Mundial | Notícias | The History Channel
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sábado, 15 de fevereiro de 2014

The Making of A Victoria Cross In 1945

The Making of A Victoria Cross In 1945

The most famous decoration in the world, the highest of its kind, the Victoria Cross is but an ounce of bronze. But the award itself is without price. This story of its record up to 1945 was told by J. M. MICHAELSON to the War illustrated in February 1945.


Another stirring chapter in the history of the Victoria Cross was written recently, when a D.C.M. awarded for a very courageous act in battle was later replaced by the higher award of a V.C. It is believed that this was at least partly on the suggestion of H.M. the King, who had personally decorated the soldier concerned.

All honours come from the King, but the V.C is peculiarly a royal honour. The idea of a new cross as a decoration for the highest courage in the face of the enemy was Queen Victoria's, and each sovereign subsequently has contributed something to the V.C and the manner in which it is a awarded. Apart from the original idea, Queen Victoria personally suggested the nobly simple words "For Valour" on the cross. The first suggestion was that the wording should be "For the Brave." Queen Victoria objected that this might lead to the inference that only those who received the Cross were brave. After some thought she suggested "For Valour," and no one had any doubt it was a happy inspiration.

King Edward VII secured a change in the warrant governing the conditions, by which the V.C. could be awarded posthumously. Previously, the rule had been that if a man died during the performance of an act that might entitle him to a V.C. or at any time before the Cross was presented, the Cross was withheld, although the record remained. Many V.C’s since have been awarded posthumously, the presentation as a rule being made to the next-of-kin.

KING GEORGE V, who presented 633 V.C’s for supreme acts of courage in the war of 1914-1918, changed the warrant so that it was not restricted to men in the fighting services but could be given to anyone performing an act of great courage "in the face of the enemy," with the proviso that the individual was acting under someone in the regular services. This made women and even civilians eligible in certain circumstances. The actual words of the supplementary warrant speak of "every grade and rank of all grades of all branches of H.M. Forces, British and Colonial." Eligibility, originally confined to men in the home forces, had already been extended to Indian soldiers by a change in the rules in 1911. In the present war, at the time of writing, there have been 17 V.C.s awarded to members of the Indian Army, 22 to members of the Dominion Forces and one, to a member of a Colonial Force, that of Fiji.

It is not easy to visualize conditions in which a civilian could receive the Cross, and it was for this reason that the King instituted the George Cross in 1940, for gallantry in air raids in this country and not in face of a the enemy as with the V.C. In spite of the great number of women in the military nursing services, the W.R.N.S., the A.T.S. and the W.A.A.F., conditions under which a heroic act might be performed within the scope of the V.C. do not often occur and no award has so far been made to a woman.

The V.C. was officially announced on January 29, 1856, and the first awards were made in the following year when a considerable number of the Crosses were presented simultaneously. Altogether in the "minor wars." of the 19th century and the Boer War, 525 V.C’s were presented; and the fact that only some 20 have been awarded in the present war reflects the very high standard of courage required and perhaps, the changing conditions of war in which individual heroism counts less than “team work.”



The man who made the crosses was Alec Forbes, 60-year-old London craftsman, seen (above) moulding his 751st. He had cast all the crosses from 1905. Fifty could be moulded from this one bronze ingot (below), The metal originally used was from cannon captured during the Crimean war, now the bronze is supplied by private contract.



Crosses Made from Crimean Cannon

The first, V.C’s were struck from the metal of Russian cannon captured at Sebastopol during the Crimean war and the custom remained until early in the present war, the supply of this metal ran out. It is now supplied by private contract. Unlike all other medals, the V.C. is not struck at the Mint, but made by a private firm of London jewellers. They made the first V.C. and have continued to make the Crosses ever since. In a special ledger is recorded the name of every man for whom a Cross has been made, the number now totalling well over 1,200. The first entry is Charles David Lucas, a midshipman who in 1854 handled a burning shell to save his ship and comrades.

Value of the metal is about threepence, and the weight is one ounce. The award itself is, of course, without price. It is recognised not only in Britain but all over the world as the hardest honour to win. It has never been made "cheap" by numerous awards and is harder to win now, perhaps, than ever it was. Courage is always hard to grade, and the special committee who have the task of deciding finally about recommendations, even when they have ensured that only recommendations complying with the warrant are considered, can have no easy task. It a must not be forgotten, also, that many acts of great courage in modern warfare are performed when there are no witnesses who survive. The exact words of the warrant are "some signal act of valour or devotion to the Country" performed in the face of the enemy. "Signal" means, presumably, outstanding, and it is therefore not enough to perform an act of great heroism. It must be outstanding. For a short period during the last century the warrant was amended so that acts of gallantry not in the face of the enemy could be rewarded; one such award was made to a soldier after a Fenian raid in Canada.

Originally the ribbon of the V.C. was dark red if the wearer was in the Army, blue if he was in the Navy. The institution of the R.A.F. would have called for a third colour. Instead, a single colour for all the Forces was decided upon. Today, the V.C. ribbon is always dark red. When the ribbon is worn without the medal, a miniature V.C. is in the centre. If a bar to the V.C. has been awarded, a second miniature Cross is added to the ribbon. A bar to the V.C. has been awarded only twice in the history of the decoration, to Captain Chevasse (second award was posthumous), and Lieut. Col. A. Martin-Leake, both of the R.A.M.C.

Crosses are not made individually for each recipient. A very small number are kept in stock and sent as required to the Service Ministries. The V.C., is, of course, the most treasured of decorations, but occasionally one has come into the saleroom. The prices paid have varied from £50 to £170. A Cross is not permitted to be sold until after the death of the recipient. Every winner of the Victoria Cross not an officer receives automatically ten pounds a year, and a bar to the decoration brings another five pounds a year. Where there is need, up to £50 a year can be given by the terms of the warrant.

For those who have never seen a V.C. technical details will be of interest.

Name, rank and unit of the recipient are engraved on the reverse of the clasp. The date of the act which won the Cross is on the reverse of the Cross itself. The clasp is decorated with a "Laureated spray," and when there is a bar to the V.C. it is of similar design to the clasp fixed half way up the riband, The V.C. is worn before all decorations or insignia of any kind.

There have been a number of pleas in the Press for more V.C’s to be awarded. During the first years of this war, the number of V.C’s averaged only one a month, compared with twelve a month in the war of 1914-18. The number of Crosses awarded has increased recently, and a short time ago five awards were announced on a single day.

This link will take you to a britishpathe film showing Alec Forbes making Victoria Cross medals by hand. Video Link Here...


The finished Victoria Cross.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Medalha Honorária da Legião de Honra Alemã

Deutsche Ehrendenkmünze des Weltkrieges der Deustschen Ehrenlegion

Mesmo em guerra, a partir do Outono de 1917, foi discutido nos círculos oficiais do Reich alemão na proposta de criação de uma medalha de guerra. Depois que o imperador e os príncipes alemães tinha aprovado o plano, a empresa foi contratada em julho de 1918, com o projeto específico da Medalha. Segundo as propostas, houve também um projeto do renomado pintor Franz Stassen. Ao fim da guerra , a revolução e a transformação completa da situação política, o projeto foi deixado de lado.
foi omitido por várias razões políticas , a fundação de um memorial oficial da Primeira Guerra Mundial 1914-1918 , enquanto a maioria dos outros países ( incluindo o lado perdedor ), no entanto, as condecorações apropriadas foram criadas.

Para os Estados perdedores, a frustação dos soldados que retornavam foi quase uma necessidade psicológica. Ele serviu a sua reintegração na sociedade em mudança e do novo estado e criou além das considerações políticas, um sentimento de reconhecimento pessoal e aceitação das performances realizadas. Isso foi perdido na Alemanha, que foi de grande insatisfação com os veteranos de guerra, desafeto público e um forte vácuo idealista.

Essa lacuna foi preenchida por inúmeras pequenas e grandes associações de veteranos, com fundações privadas e as honras do World War memorial e um programa " patriótico" . Entre eles , leva a medalha de honra alemão da I Guerra Mundial um lugar especial, não só porque ela era um dos mais populares, mas porque dão o " Conselho Superior ", a sua auto-imagem. Proibida em 1934, a sua atribuição definir até essa data , e seu uso foi proibido. 

Os detentores da medalha foram - juntos na chamada " Legião de Honra "- sobre uma base voluntária. Esta designação foi apoiado totalmente intencional na famosa francesa Legião de Honra. E a associação foi dividido num primeiro momento,  em legiões e grupos como subgrupos. O Conselho Executivo da Ordem era automático e da comissão executiva da Legião Alemã de Honra ", caso contrário, as organizações eram independentes umas das outras.

O Conselho Superior chegou na definição do projeto do artista Franz Stassen a medalha de guerra planejada volta do outono de 1918 . O artista projetou uma nova frente , que foi agora realizada o retrato do imperador, um soldado e uma deusa da paz, da parte de trás permanecia o mesmo. Franz Stassen também desenhou a medalha de fita e o emblema . A medalha é de bronze, em ouro e em cobre, com ou sem o emblema do combate. Tem um diâmetro de 32 mm e acima, um  furo para o anel. O aumento deve-se à frente com folhas de louro, decorado pelas costas com folhas de carvalho . As medalhas foram presenteados com diversos documentos que mencionam-lo no prêmio adicional do diploma.

Frente
Em uma superfície lisa em uma estreita faixa que se coloca é deixado deusa alada da vitória (ou paz) em uma longa túnica . Ela tem os braços levantados e está em pé diante de suas tropas para colocar uma coroa de louros na cabeça. O soldado em veteranos da Primeira  Guerra Mundial. Na mão direita ele segura o capacete e pressiona-o contra seu quadril com a mão esquerda ele segura o fuzil apontado para trás. No peito é claramente a Cruz de Ferro de Primeira Classe.
Verso
Em uma superfície lisa dentro de um aro estreito e elevado, a parte da frente da Cruz de Ferro está pronta em 1914. Abaixo disso, a curvatura medalha seguinte, dois ramos de carvalho que se projetam ligeiramente o braço inferior da Cruz de Ferro . Sobre a Cruz de Ferro , em grandes letras góticas, também a curvatura da medelha a  seguinte inscrição : "Pela Patria"

O diploma


Essa peça é muito interessante. Foi usada com muito
 orgulho por seu dono por muito anos.
    






 A fita componhe de  uma espada e grinalda de carvalho.  
O recebedor da condecoração combateu por mais de seis meses na frente de batalha 


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