quarta-feira, 29 de abril de 2015

Brazilian Forces During World War I


Brazilian Forces During World War I - Brazil, during World War I (1914-1918), initially adopted a neutral position, in accordance with the Hague Convention, in an attempt to maintain the markets for its export products, mainly coffee, latex and industrial manufactured items.
However, following repeated sinking of Brazilian merchant ships by German submarines, in 1917 the Brazilian President Venceslau Brás declared war against the Central Powers, and was the only country of Latin America to be directly involved in the war. The major participation was the Navy's patrol of areas of the Atlantic Ocean.
Brazilian participation in land operations was limited to a preparatory military mission of sergeants and officers, and medical units which were sent to Europe in mid-1918, and whose members were attached to allied units, mainly in the French Army, to gain awareness of modern techniques employed in organizing and fighting in Western Front.

The Navy also sent to the Western Front, as another preparatory military mission, a group of military aviators who served with the RAF.

Brazil's main military involvement in the war took place at sea. To fulfil this mission, the Secretary of Navy ordered the use of part of its naval power in the anti-submarine campaign, with Admiral Alexandre Faria de Alencar organising a task force that would allow the effective participation of the Brazilian Navy in World War I.

This force was initially tasked to patrol the Atlantic maritime area covered by the triangle between the city of Dakar on the African coast, the island of São Vicente, Cape Verde and Gibraltar at the entrance to the Mediterranean. The Division would remain under the orders of the British Admiralty, represented by Admiral Hischcot Grant. The war at sea fought by Brazil's navy began on August 1, 1918 following the departure of the force from the port of Rio de Janeiro. On August 3, 1918, the Brazilian ship Maceió was torpedoed by the German submarine U-43. On August 9, 1918, the mission reached Freetown in Sierra Leone, staying 14 days, where the crew began falling ill with Spanish flu during a pandemic.
On the night of August 25, while sailing from Freetown to Dakar, the division suffered a torpedo attack made by German submarines, but no casualties or damage were suffered by the Brazilian vessels, the torpedoes passing harmlessly between the Brazilian ships. A successful counter-attack using depth charges was launched, the Royal Navy crediting the Brazilians with the destruction of a U-boat.

Subsequently, after anchoring in the port of Dakar, the crews were again severely hit by Spanish flu, which claimed the lives of over a hundred sailors and kept the Division restricted to port for almost two months.
Among the Allied naval command, there was debate about how the forces of the Brazilian fleet should be used. This indecision amongst the Allied command, combined with operational problems and the Spanish flu pandemic led to extended delays.
In the event, the fleet did not arrive at Gibraltar until the beginning of November 1918, only to see the armistice signed within days, ending to World War I.

 
This information was taken from ‘Wikipedia’. The original article and details of the authors can be found here. It is reproduced on this web-site under the ‘creative commons’ licence which can be found here.

 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Netas relembram histórias de militar brasileiro que lutou na Primeira Guerra Mundial


Maria Luiza Ferraz e Vera Maria Potyguara revisitam memórias do avô, o general Potyguara
Maria Luiza Ferraz e Vera Maria Potyguara revisitam memórias do avô, o general Potyguara Foto: Paulo Mumia

"Sou pequeno, mas tenho a coragem dos grandes", disparou Tertuliano de Albuquerque Potyguara, então com 15 anos, em conversa com o marechal Floriano Peixoto, que pouco tempo depois se tornaria o segundo presidente do Brasil. Saído de Sobral, no sertão cearense, onde nascera em abril de 1873, o menino havia percorrido sozinho mais de dois mil quilômetros rumo ao Rio para realizar o sonho de ingressar no Exército. Comovido, Floriano acatou o pedido do rapazinho imberbe, de quem viraria amigo pessoal (apesar da bravata, Tertuliano jamais atingiu mais do que 1,63m de altura). Começou assim a trajetória do general Potyguara, um herói desconhecido da história do país e da Primeira Guerra Mundial.
Com brilho nos olhos, Vera Maria Potyguara, de 70 anos, relembra essa e outras passagens marcantes relacionadas ao avô, morto quando ela tinha apenas 14, em setembro de 1957. O orgulho está estampado na decoração do apartamento em Copacabana, mesmo bairro onde Tertuliano passaria os últimos anos de sua vida. Numa parede, em molduras bem conservadas, as sete medalhas obtidas pelo general em seus anos de serviço e um documento do governo francês que lhe concede uma palma de bronze. No canto da sala, um anjo, também em bronze, que a ele pertenceu.
— Me arrependo de não ter perguntado mais coisa quando eu era criança. Ele quase não falava sobre esses assuntos, e a gente não insistia — diz Vera, com os olhos marejados, ao lado da prima Maria Luiza Ferraz (bisneta de Tertuliano).
Vera e Maria Luiza com as recordações de Tertuliano
Vera e Maria Luiza com as recordações de Tertuliano Foto: Paulo Mumia / Extra
Mas a memória do militar foi preservada mesmo assim. "Legalista ferrenho" — na descrição da própria Maria Luiza, de 65 anos —, ele teve participação enérgica na Revolta da Vacina, no Rio, e na Guerra do Contestado, na fronteira entre Paraná e Santa Catarina (dois dos maiores levantes populares do período). A atuação destacada credenciou Tertuliano a ser enviado para a França, em setembro de 1918, com o intuito de representar o Brasil na Primeira Guerra.
Quis o destino que o garoto do interior do país acabasse tomando parte em um dos principais momentos do conflito armado. Ferido na Batalha de Monte Saint-Quentin, que vitimou mais de cinco mil soldados, Tertuliano não parou de lutar até que a vitória estivesse consolidada. A valentia lhe rendeu a palma exibida na casa de Vera, uma das maiores honrarias oferecidas pelo Exército francês - a primeira de muitas homenagens e promoções que receberia por conta de "atos de bravura".
Recuperado e de novo no Brasil, Tertualiano voltaria a combater compatriotas insurgentes, desta vez na Revolta Paulista de 1924. Apesar do sucesso na contenção do levante, acabou vítima de um atentado a bomba, que lhe arrancou todo o antebraço esquerdo. Daí em diante, o militar sisudo, que repetia a seriedade no trato com a família, seria visto para sempre com a manga da farda ou do terno branco, seu predileto, metodicamente enterrada no bolso da calça.

Uma das condecorações de Tertuliano
Uma das condecorações de Tertuliano Foto: Paulo Mumia / Extra

— Não lembro de ver meu avô sorrindo, nem em foto. Andava sempre muito sério e arrumado, impecável mesmo. E era metódico: almoçava quase todo dia à mesma hora e no mesmo lugar. Não era do tipo carinhoso, é verdade, mas nunca deixou de estar presente para a família — recorda Vera.
A mutilação interrompeu a trajetória no Exército, de onde se afastaria em definitivo alguns anos mais tarde, já com a patente de general assegurada. Os serviços ao país, contudo, não haviam terminado: Potyguara virou deputado federal pelo Ceará, reelegendo-se várias vezes. "Sou pobre, mas entendo que, acima de tudo, devemos ao povo o máximo respeito", discursou em certa ocasião.
— Ele morreu como viveu: sem bens, com seus princípios e sua integridade intactos. Foi parlamentar e não se corrompeu. Só recebia o soldo do Exército, mais nada. Que político de hoje pode dizer algo assim? — questiona Maria Luiza.
O amor pelo Exército passou para a prole, e seus três filhos homens também entraram para a corporação — a filha só não o fez porque, na época, não era permitido. Hoje, cem anos depois do confronto que o tornou célebre entre os militares, um tataraneto de Tertuliano, recém-ingressado na Escola Naval, fez questão de retomar o sobrenome outrora perdido na passagem de gerações. Mesmo sem ter chegado perto de conhecer o parente ilustre, transformou-se no aspirante Potyguara. Melhor assim: a linhagem está garantida.

Carta de congratulações a Tertuliano
Carta de congratulações a Tertuliano Foto: Paulo Mumia / Extra


Medalhas que Tertuliano recebeu na carreira militar
Texto Luã Marinatto

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Heróis da FEB - ARAMIS GUIMARÃES - Itália, 1945.

ARAMIS GUIMARÃES - Itália, 1945.

O Soldado Aramis Guimarães foi mineiro sapador do 9º Batalhão de Engenharia. Os Mineiros sapadores eram corajosos homens voluntários que formaram esse “esquadrão suicida” da FEB, retirando minas alemãs das áreas por onde os batalhões deveriam passar.


 


As medalhas do herói Aramis Guimarães:

*Medalha de Campanha - É conferida aos militares da ativa, da reserva e assemelhados que participaram de operações de guerra, sem nota desabonadora.

*Cruz de Combate 1º Classe - É destinada aos militares que praticaram atos de bravura ou revelarem espírito de sacrifício no desempenho de missões em combate.

Fonte: Analice Silva Guimarães Guerra

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Aspirante Mega – A Morte de um Herói Brasileiro

Segue abaixo, texto enviado pelo Pesquisador Rigoberto Souza Júnior sobre a atuação e morte de umas das figuras lendárias do Exército Brasileiro e um Heróir Brasileiro de primeira grandeza.


           

Passados alguns anos da Campanha da FEB na Europa, em suas considerações o Coronel Raul da Costa Mattos, se questionava da real necessidade de se levar Aspirantes para o Teatro de Operações da Itália, pois se por um lado há afoiteza e impetuosidade do jovem, falta-lhe bom senso dos homens maduros.  Quando o navio aportou em Nápoles, onde a crueza da guerra se mostrava com todas as suas cores, causando impacto no mais calejado militar, nos trazia a preocupação de pelo fato de não ter ido um contato mais próximo com os soldados, pois só na teoria estávamos preparados a comandar. O Aspirante, na carreira militar, vive a fase de transição, em que diante de casos práticos, só lhe vem à mente a teoria da difícil arte de comandar, e dentro desta ordem de ideias, o que dizer a um futuro Aspirante, para que lhe sirva numa contingência igual à vivida na 2ª Guerra Mundial.
  A cidade de Montese, que no consenso do IV Corpo, foi a posição mais duramente atingida e bombardeada pelos alemães desde Monte Casino,  foi o palco trágico da perda de uma vida preciosa: a o Aspirante Mega, carioca do Regimento Sampaio, sendo o único Aspirante a oficial tombado em combate, egresso da Escola Militar do Realengo, de onde havia saída há apenas três meses.
 O alemão se alojou numa posição, num último esforço de barrar a arrancada da 10ª Divisão de Montanha – linha de frente do IV Corpo, e que a FEB deveria cobrir, atacando aquela pequena cidade que se postava ao lado da Divisão Americana. Esta ação coube ao regimento Tiradentes, que por sua vez, era coberto ao Norte pelo Batalhão Syzeno do Regimento Sampaio, que participou daquela sanguinolenta batalha, por três longas jornadas, e devido ao pesado número de baixas, ficou conhecida pelos que lá combateram como a “cidade da torre sinistra”.
            O principal Herói desta Batalha foi o Aspirante Mega, que já fizera três lances vitoriosos por entre a fuzilaria, as minas e granadas, além do inferno imposto pela pesada artilharia do Exército Alemão. O ápice da luta se deu por volta das três da tarde de 14 de Abril de 1944, quando a cidade de Montese fumegava diante da artilharia da Força Expedicionária Brasileira, enquanto nossos infantes progrediam pelas encostas, repletas de casamatas, destruindo-as uma a uma.
            Impulsionados pelo vigor do Aspirante Mega, o seu Pelotão rompia os campos minados rumo à cota 778, seguido pelo Pelotão Amorim(que ainda não havia sido ferido), que os apoiava com seus fogos, por ordem do Capitão Vargas , comandante da Companhia. Em sua empreitada, o Aspirante Mega se defronta com uma casamata alemã, detém-se por alguns momentos, preparando sua bazuca e dispõe sue Pelotão para o assalto final. Neste momento um estilhaço de granada o acerta em cheio. Tomba, tenta erguer-se e tomba novamente. Seus homens vacilam diante do Chefe ferido,
e ele percebendo, antes que o assalto não se iniciasse e seus homens fossem trucidados pelos alemães, ele chama seu o Sargento Agenor, que se aproxima com os olhos marejados, encarando-o serenamente,  e ordena que assuma o comando, dizendo:
            “Por que estão parados diante de mim? A guerra é lá adiante, estou aqui por que quis, se vocês estão sentidos com o que aconteceu, se vinguem, acertando o Comandante deles. De nada valerá o meu sacrifício, se não conquistarem o objetivo. A minha vida nada vale. A minha morte nada significa diante do que vocês ainda tem por fazer. Prossigam na luta…”
            E apontando para o inimigo, o Aspirante Mega lançou seus bravos para frente, pedindo apenas um soldado para acompanhá-lo em suas orações. Ele morreu contemplando, heroico o último ataque que o Pelotão fazia sob seu comando.
 A  Associação Nacional dos Veteranos da FEB – Regional Pernambuco, tem orgulho de ter a efígie do Aspirante Mega, estampada em uma de suas medalhas, pois citando o Estadista e General Grego Péricles, do século V A.C. E grande artífice do apogeu da Grécia Antiga, berço da Arte Militar Ocidental.

            “Os que morrem por seu País o servem mais num só dia, do que os demais em todas as suas vidas”. 
Este post é dedicado a todos os amigos da  Associação dos Oficiais da Reserva do Recife –AORE e a todos que compõem o corpo do Centro de Preparação dos Oficiais da      Reserva –Recife.




Medalha Aspirante Mega - Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira - Seccional Pernambuco
Por seu heroísmo foi agraciado com a Cruz de Combate de 1ªClasse (CC1),  destinada a premiar atos de bravura ou espírito de sacrifício no cumprimento de missões de combate”.



Fonte: Livro “Do terço Velho ao Sampaio da FEB”  –  Ten Cel Nelson Rodrigues de Carvalho – Bibliex – 1953
Livro: “A presença do Brasil na 2ª guerra Mundial” – Cel Raul Mattos Simões

 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...