quinta-feira, 30 de julho de 2015

James Fanstone um Médico Brasileiro na Primeira Guerra Mundial

Interessados em conhecer o Memorial James Fanstone, que fica logo na entrada principal do Hospital Evangélico Goiano, podem visitar este local que conta a história da medicina no Estado de Goiás a partir da vida do fundador do Hospital. Por todo o memorial, estão fotos da construção do HEG, títulos e condecorações de James Fanstone e sua jornada como estudante de Medicina na Universidade de Londres. Também é mostrada, por meio de fotos, a participação do Dr. James na I Guerra Mundial. Como capitão médico, serviu nas trincheiras na França e Bélgica. Atuou durante um ano no “Exército de Ocupação”na Alemanha e recebeu três medalhas de campanha.



“Para o Hospital, a importância do Memorial é de resgate de história, de manter a história viva, de valorizar todo o processo de vida do fundador de um hospital que tem muito a ver com esta cidade (Anápolis). Tem um caráter didático de a geração nova ver os documentos, entender quem é o Dr. James e isso ser passado de geração em geração. Por isso nós temos que preservar e manter”, declarou o diretor administrativo do HEG, Joseval dos Reis Brito.
Telefones para agendamento de visitas: 62 30999144/ 30999157

terça-feira, 28 de julho de 2015

Eugênio Alves Martins

Eugênio Alves Martins, 90 anos, recorda as conquistas e tristezas dos tempos de batalha no Brasil e do outro lado do Oceano Atlântico


É no auge de seus 90 anos, completados no último dia 3, que Eugênio Alves Martins, morador de General Câmara, em meio a suas medalhas e seus quadros de homenagens emoldurados na sala de casa, volta no tempo e recorda de quando serviu ao Exército no Rio de Janeiro e São Paulo. Relembra os dias difíceis em que lutou na Força Expedicionária Brasileira (FEB), defendendo o país na Segunda Guerra Mundial, e fala dos bons tempos em que trabalhou com o então presidente João Goulart.

Na sala de sua casa, Eugênio exibe suas medalhas e seus quadros, com diplomas e homenagens.

Natural de Jaguari, no oeste do Estado, quando menino, Eugênio foi morar em Bossoroca, local em que seu pai tinha herdado algumas terras.

– Eu trabalhava com agricultura, plantei muito arroz em sociedade com um amigo meu. Plantei na fazenda dele. Por lá nos desentendemos e acabamos brigando. A briga acabou na justiça e resultou em uma indenização. Parte foi pago em gado e a outra, em dinheiro. Meu pai me aconselhou a não gastar o dinheiro, mas eu não dei ouvidos e fui embora. Fui para Santiago com o meu avô. Parei na casa de um primo, que era sargento, o Calistrado. Disse para ele que queria servir e ele prontamente me levou ao quartel. Fui apresentado ao coronel e já fiquei por lá mesmo. Servi quase três anos no Exército, lá em Santiago do Boqueirão. Eu tinha 16 anos – conta ele.
Após dois anos, Eugênio alçou voos mais altos. Foi como voluntário para o Rio de Janeiro, para o Esquadrão Metralhadora.
– Tempos depois, fui servir no Batalhão de Gala do Rio e fiz alguns cursos. Também trabalhei no QG do Getúlio Vargas, da Força Expedicionária Brasileira. Nesse tempo, fiquei quase três anos no Rio. Depois, fui transferido para São Paulo – completa.
Os tempos de Guerra
Ciente que poderia ir para a Guerra, Eugênio não se amedrontou diante da convocação. A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, e envolveu a maioria das nações do planeta. O número de mortes superou os 50 milhões, havendo ainda 28 milhões de mutilados.
A viagem para Itália, feita de navio em 1942, durou 12 dias e 12 noites.
– Éramos quatro mil soldados e fomos todos em um navio. Eu peguei coisas boas no trajeto. Eu era especialista da Companhia de Guarda, ficamos separados do resto do grupo. Ganhamos cama para dormir no convés. Os outros soldados ficaram em lonas. Mas passamos muito trabalho. Quando terminava o almoço, já entrava na fila da janta, de tanta gente que tinha – lembra. 

No Pelotão de Reconhecimento
 Na Itália, Eugênio fazia parte do Pelotão de Reconhecimento.
– O grupo reconhecia a posição para as tropas poderem avançar. Se fôssemos atacados, seríamos sempre os primeiros. Nosso distintivo era uma cobra fumando. Quando a coisa ficava feia, diziam “A cobra está fumando” – afirma, aos risos.

Tudo pela vida do amigo
 Durante uma operação de alto risco, Eugênio não mediu esforços para salvar a vida de um amigo de infância e companheiro na guerra.
– Em uma diligência, nos deparamos com duas patrulhas inimigas. Junto comigo, tinha esse meu amigo; nos criamos em Bossoroca, era filho de um fazendeiro. Ele ficou atrás de mim, em uma trincheira. Eu me desloquei e pedi para ele ficar na trincheira onde eu estava. Quando se mexeu, veio uma bomba e o impacto levantou seu corpo. Ele foi atingido por tiros de metralhadora. Começou a gritar e a chorar. Peguei ele e o carreguei nas minhas costas. Caminhei uns 300 metros, em uma montanha, até encontrar ajuda. Ele foi levado para os Estado Unidos, ficou dois anos lá. Voltou com perna mecânica e com outras próteses no corpo. Eu o visitei depois disso. Ficou muito agradecido por eu ter ajudado ele durante a guerra. Até presente a família dele me mandou – diz.

“Em uma guerra, soldado não tem medo”
Depois que deixou o amigo a salvo, Eugênio voltou para o combate e acabou matando um tenente alemão.
– Quando voltei, prendemos uns 50 soldados. E tinha um tenente alemão, que não queria levantar as mãos. Eu gritava para ele: levanta as mãos, levanta as mãos! Ele estava armado. E quando fez um gesto, achei que fosse pegar a arma e acabei atirando nele. Matei-o. Caminhamos 100 metros e voltei. Lembrei que o alemão tinha um anel muito bonito no dedo. Pensei: vou lá ver aquele anel. Ele estava trancado no dedo, mas o tirei.
Era de ouro com brilhante. Anos depois, empenhei o anel em General Câmara – recorda.
Eugênio tinha o sobrenome da avó como seu nome de guerra. O Machado, como todos o conheciam, não passou ileso em um dos combates mais sangrentos da história.

Por ter se ferido durante a 2ª Guerra Mundial, Eugênio recebeu o diploma ” Sangue do Brasil”. Foto: Viviane Bueno

– Fui atingido por uma granada, em 30 de março de 1945. Atirei-me em um valo e não consegui proteger as pernas. Tive muitas queimaduras. Fiquei quatro dias no hospital de campanha. Mas eu não tinha medo. Em uma guerra, soldado não tem medo. Quando a gente saia para o front, nos davam um chiclete amarelo americano, e tu ficava com uma coragem medonha. Nem fome a gente tinha. Fiquei na Itália uns três anos. Participei de quatro batalhas. Saíamos camuflados do mato, tínhamos estratégia de guerra. A turma de reconhecimento vai junto com a infantaria para fazer um croqui da tropa inimiga para entregar ao comandante. Só faz a defesa – destaca.

O casamento durante a guerra
Em meio ao caos, Eugênio casou-se com uma italiana, em Pisa, na Itália.
– Foi em 1944. Ela era professora. Eu tinha que carregar ela disfarçada de homem, pois não podia fazer transporte de mulher. Ela veio embora comigo para Porto Alegre depois da guerra. Eu mandei buscar minha sogra e meu cunhado. Eles moravam comigo, no Partenon. Mas tive muito atrito com minha sogra. Tivemos dois filhos, um homem e uma mulher, mas a menina morreu. O casamento não durou muito, nos separamos aqui no Brasil – lembra.

“Saía para o front e não sabia se voltava”

Eugênio aponta o mapa do território onde percorreu para defender seu país. Foto: Viviane Bueno

As lembranças da guerra ainda comovem Eugênio. Assume que em certos momentos tem vontade de chorar ao lembrar-se de alguns episódios, mas não se arrepende de ter representado seu país em um momento difícil da história mundial.
– Uma guerra não é brincadeira. Não é fácil ir para um lugar onde a gente não conhecia nada. Andávamos com água pelo pescoço durante a noite. Vi muita gente morrendo do meu lado. Vi até um soldado caminhando sem cabeça. Ele levou muitos tiros e seguiu caminhado por alguns segundos. As pessoas mortas pareciam um gado abatido. Eu ficava muito abalado. Saia para o front e não sabia se voltava. Mas eu estava preparado para isso. Fui como voluntário. O medo lá era constante. Estive de norte a sul da Itália.
– pontua.
Eugênio ficou na Europa até o final da guerra. Tinha planos de ficar no Pelotão de Sepultamento, no cemitério dos Pracinhas, na Itália.
– Decidi voltar para o Brasil com minha esposa. Levei 30 noites para voltar, de navio.

No Brasil
 De volta ao Brasil e com as queimaduras da guerra estampadas em suas pernas, Eugênio trabalhou com o presidente João Goulart, que governou o país de 1961 a 1964.
– Eu trabalhei sete anos como milico do Jango. Fazia a sua guarda. Ele era como um irmão pra mim. Eu me dava com a família dele, que morava em São Borja. Quem me levou para trabalhar com ele foi um primo do João, que me falou: “o João Goulart precisa de dois sargentos para trabalhar para ele. Eu me lembrei de vocês”. Fiquei também seis meses em Fernando de Noronha. Quando vim embora, trabalhei com o João. Foi um tempo bom. Nunca me faltou nada. Sempre estávamos de prontidão para defendê-lo. Ele ia seguido para a fazendo em São Borja – afirma.

Em Porto Alegre
 Com a vinda para Porto Alegre, Eugênio não demorou muito para chegar a General Câmara.
-Eu vim para cá com o coronel que era meu amigo na Itália. Era meu comandante lá. Veio comandar o 3º Exército aqui. Com a o Movimento pela Legalidade, liderado pelo  Brizola, esse coronel botou o Exército a favor do Brizola. Nesse tempo, o comandante do regimento me deu um ofício e disse que tinha arrumado uma vaga para mim, aqui no Arsenal, em General Câmara. Apresentei-me e fiquei por aqui. Fiquei um tempo em um hotel e depois me deram uma casa – fala.
Em General Câmara, Eugênio conheceu a atual esposa, Vivalda da Costa Pacheco, com quem já está casado há mais de 50 anos.
– Tenho quatro filhos. O filho com a italiana tem 60 e poucos anos. Com a minha segunda esposa, o filho mais novo faleceu – ressalta.
Aposentado há 30 anos, Eugênio não cansa de mostrar as medalhas que ganhou. Os quadros emoldurados na parede são a memória viva de tempos de dificuldade e de vitórias. O mapa da guerra, as medalhas de sangue, fazem parte da sua vida.
– Pena que eu já não lembre mais de algumas coisas. Mas essa é a minha história – finaliza.


Fonte: https://vivibbueno.wordpress.com/2012/09/27/a-vida-de-um-ex-combatente-de-guerra/

IRATI: “Memórias de Virgínia Leite”


Em comemoração à Semana da Pátria, a exposição “Memórias de Virgínia Leite” está na Casa da Cultura de Irati. A mostra reúne memórias e condecorações recebidas pela 1a Tenente Enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Iratiense, Virgínia foi uma das oito enfermeiras paranaenses que atuaram pela FEB, na Europa, durante a II Guerra Mundial. Nascida em 1915, a professora passou oito meses na Itália, entre 1944 e 1945, para ajudar a cuidar dos brasileiros feridos em combate. A decisão de ir para a Guerra foi tomada aos 29 anos, quando Virgínia se comoveu com a ida dos militares brasileiros para a frente de batalha. Após realizar um curso de enfermagem na Cruz Vermelha, ela embarcou rumo a Nápoles com outras 72 brasileiras.
Integram a exposição que se encontra na Casa da Cultura, medalhas, diplomas, livros, certificados, fotos históricas e a farda usada pela Expedicionária. Itens do acervo particular de Virgínia Leite, doados por ela para o Munícipio de Irati, em 2010.

“Memórias de Virgínia Leite”, além de celebrar a Semana da Pátria, presta homenagem a esta combatente iratiense, que faleceu dia 05 janeiro 2010, aos 95 anos.
 

 
Fonte: www.irati.pr.gov.br

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pernambucanos mortos na Segunda Guerra Mundial



Homenagem aos 13 bravos soldados pernambucanos que tombaram em combate na Itália durante a Segunda Guerra, fica a certeza que jamais serão esquecidos.

Desfile dos pracinhas na inauguração em 1971


Esse monumento foi inaugurado em 1971 no Parque 13 de maio, no centro do Recife, na gestão do Prefeito Geraldo Magalhães e ficou muitos anos abandonado.
O projeto de restauração da ANVFEB-PE e a cerimonia de reinauguração ocorreu no dia 27 de setembro de 2014, os mesmos veteranos que participaram da inauguração em 1971, puderam presenciar em vida a lembrança dos companheiros que tombaram na guerra que insistimos em esquecer.
Os 13 pernambucanos mortos em combate.
Foto: lambert Souza


2º Tenente Manoel Barbosa da Silva, natural de Cabo de Santo Agostinho – PE, 2G 83.217, do 6º RI. Embarcou para a Itália em 30 de junho de 1944. falecido aos 22/10/44 na Região de Barga.Era tido como um oficial enérgico acima de tudo, valente, Não foram suficiente os avisos de um dos seus sargentos para que avançasse com mais cuidado, porém , o destemido tenente, praticamente se mostrou ao inimigo ignorando as recomendações. Um tiro na cabeça ceifou sua vida.

2º Tenente Manoel Barbosa da Silva

Foi agraciado com as Medalhas de Campanha e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália"


2º Sargento Severino Barbosa de Faria, natural de Recife - PE, 1G 168.637 , do 1º RI, falecido em ação dia 12/12/45 em Monte Castelo.Embarcou para a Itália em 20 de setembro de 1944. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

3º Sargento José de Souza, natural de Recife - PE, 1G 202.341, do 1º RI. Falecido aos 12/12/45 em Bombiana.Classe 1916. Embarcou para a Itália em 20 de Setembro de 1944, era natural da cidade do Recife. Filho de Antônio de Souza Filho e Severina Francisca de Vasconcelos.É considerado desaparecido desde 12 de dezembro de 1944, na zona de ação do teatro de Operações da Itália. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Cruz de Combate de 2ª Classe.

Cabo Epitácio de Souza Lucena, natural de Limoeiro – PE, 1G 289.102, do 1º RI, falecido aos 12/12/45 em Monte Castelo.Embarcou para Itália em 20 de setembro de 1944.Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Cabo Eutropio Wilhelm de Freitas, natural de Recife - PE, 1G 306.570, do DP/FEB, falecido aos 13/03/45 em Iola.

Cabo Eutropio Wilhelm de Freitas

Embarcou para a Itália em 23 de novembro de 1944.Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Cabo Gonçalo de Paiva Gomes , natural de Iguaçu - PE, 1G 194.939, do 1º Batalhão de Saúde, falecido aos 04/06/45 em Caserta.Embarcou para Itália em 20 de setembro de 1944. Foi agraciado com a Medalha de Campanha.
Cabo Gonçalo de Paiva Gomes

Cabo Herminio Antonio da Silva, natural de Catende. PE, 1G 298.003, do 1º RI, falecido em combate em 29/11/44 em Monte Castelo.
Cabo Herminio Antonio da Silva

Embarcou para a Itália em 20 de setembro de 1944..Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Cabo Honorio Corrêa de Oliveira Filho, natural de Recife - PE, 1G 298.025, do 1º RI. Embarcou para Itália dia 20 de setembro de 1944. Falecido aos 05/01/45 em Bombiaana.Em missão de reconhecimento, deixou para trás seus comandados resolvendo verificar sozinho o terreno, acabou pisando em uma das minas. Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".
Cabo José Graciliano Carneiro da Silva, natural de Recife – PE, 7G 27.005, do 1º RI. Embarcou para Itália em 20 de setembro de 1944.Falecido em ação em 24/01/45 em Bombiana.
Cabo José Graciliano Carneiro da Silva

Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Cabo Otavio Sinésio Aragão, natural de Taguaratinga do Norte - PE, 1G 298.981, do 11º RI.Embarcou para a Itália em 20 de setembro de 1944.Falecido em combate em 30/11/44 em Porreta Terme.
Cabo Otavio Sinésio Aragão

Foi agraciado com as Medalhas de Campanha e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Cabo Walmir Ernesto Holder, natural de Recife - PE, 1G198.676, do 1º RI.Embarcou para a Itália em 20 de setembro de 1944 Falecido em combate em 26/02/45 em Bela Vista.
Cabo Walmir Ernesto Holder
 Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".

Soldado José Gomes de Barros, natural de Recife - PE, 8G 27.199, do 1º RI, falecido em ação em 12/01/45 em Monte Del’oro.Embarcou para Itália em 20 de setembro de 1944.

Soldado José Gomes de Barros
Foi agraciado com as Medalhas de Campanha, Sangue do Brasil e Cruz de Combate 2º classe.No decreto que lhe concedeu a ultima condecoração lê se "Por uma ação de feito excepcional na campanha da Itália".


Soldado Joaquim Xavier de Lira, natural de Recife - PE, 1G (não consta),do 11º RI.Depósito de Pessoal, classe 1922.
Soldado Joaquim Xavier de Lira

Embarcou para a Itália em 23 de novembro de 1944. Falecido em 15/02/45 no 7th hospital em Livorno.
Condecorado com a Medalha de Campanha.


Pesquisa:

O Resgate F.E.B
Blog:Defesa Aérea e Naval
Blog Francisco Miranda
Livro Boletim Especial do Exercito 2º Edição(1960) 
ANVFEB-PE
 


fonte: http://henriquemppfeb.blogspot.com.br/search?updated-max=2015-05-29T21:23:00-03:00&max-results=12

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ivaldo Ribeiro Dantas – 8ª Cia do 11º RI




Agraciado com condecorações Bronze Star (recebida por sua conduta no ataque a Serreto),  Cruz de Combate de 1a classe e Cruz de Combate de 2a classe.
Nascido no Estado do Rio Grande do Norte, em 1913, Ivaldo Ribeiro Dantas ingressou no Exército Brasileiro em 1931, aos 18 anos, como soldado para prestar o serviço militar obrigatório, tendo sido destacado para o 29º Batalhão de Caçadores, em Guararapes, Pernambuco.
Foi soldado-sapador, cabo de esquadra e cabo rádio-telegrafista, escrivão do Conselho de Justiça Militar, trabalhou em enfermaria, companhia de metralhadoras e intendência, tendo sido promovido a 1º sargento em 1941.
Em 1944 servia no 12º Regimento de Infantaria, de Juiz de Fora (MG), quando, aos 31 anos de idade e 13 anos de serviço ativo, foi transferido para a 8ª Cia do 11º Regimento de Infantaria Expedicionário (Regimento Tiradentes), de São João del Rey (MG), às vésperas do embarque da Força Expedicionária Brasileira com destino ao Teatro de Operações da Itália.
Em setembro deste ano embarcou no Navio Transporte de Tropas General Meigs, juntamente com as demais praças e oficiais do 11º RI, compondo o segundo escalão da FEB (Grupamento General Falconiere) que se deslocou para a Itália, chegando ao porto de Nápoles em 06 de outubro.
Quatro dias depois partiu em uma barcaça do tipo Landing Craft Infantry (LCI), da Marinha dos EUA, até Livorno e de lá foi transportado para o “staging área” de San Rossore, a oeste da cidade de Pisa, onde iniciou intenso período de instrução.
Em novembro de 44, com o 11º RI já integrado à Infantaria Divisionária, teve o seu batismo de fogo. Sargenteante da 8ª Cia do III Batalhão, Ivaldo Ribeiro Dantas participou do ataque a posições situadas ao norte de Bombiana.


Apesar de a ação ter sido precedida de uma longa marcha noturna desde Silla, sem descanso e sob forte chuva, lama e intenso frio, a missão foi cumprida, tendo o batalhão registrado nessa jornada cinco mortos e vinte e três feridos. Desse total, a companhia a que pertencia (8ª Cia) perdeu três homens atingidos fatalmente e outros oito feridos.
Na ocasião desse ataque, o sargento Ivaldo auxiliou diretamente o comando da companhia atuando na ligação direta entre o comando do batalhão e dos pelotões, vez que as transmissões da 8ª Cia tinham sido interrompidas devido à ruptura dos fios telefônicos pelo bombardeio inimigo. Não obstante ter sido arremessando a dois metros de altura pelo sopro de um projétil da artilharia alemã, refez-se e passou a orientar o remuniciamento da companhia, o mantendo em ritmo sempre crescente.
Ao final dessa ação assumiu voluntariamente o comando do pelotão de petrechos da companhia, função que exerceria por três meses até assumir o comando do terceiro pelotão de fuzileiros da 8ª companhia.
No desenrolar da campanha, assumiu posição juntamente com seu pelotão de petrechos em Capela di Ronchidos, na região de Gaggio Montano, dispondo suas metralhadoras pesadas e morteiros em apoio à defesa daquele setor, antes defendido por soldados norte-americanos e, em seguida, ocupado pelos soldados do III Btl do 11º RI.
Nesse período, o 1º sargento Ivaldo Ribeiro Dantas empenhou-se nas tarefas de organização do terreno, cuja realização mereceu elogios dos seus superiores. Chegou a construir, juntamente com seus homens, um intrincado sistema de túneis visando à ligação segura entre as posições de morteiros e metralhadoras, bem como facilitar o remuniciamento das armas.
Durante a permanência da 8ª companhia nessa região, além das tarefas específicas à frente do seu pelotão de petrechos, também tomou parte de diversas patrulhas defensivas e de esclarecimento.
Em Montilocco, pequeno aglomerado de casas a sudeste de Ronchidos, o sargento Ivaldo teve atuação destacada, juntamente com os demais elementos da 8ª companhia do III Batalhão, na defesa daquela posição durante forte ataque alemão desferido na noite de 2 para 3 de janeiro de 1945. *1
Por sua conduta nessa ação foi agraciado com uma “Citação Especial de Combate” pelo Comandante da FEB, general Mascarenhas de Moraes, além da Cruz de Combate de 2ª classe.*2
Em fevereiro assumiu o comando do 3º pelotão, da 8ª companhia e, após breve período estacionado em Gaggio Montano, na reserva da Divisão, tomou parte do ataque a Montese, cabendo ao seu pelotão progredir no eixo de ataque Serreto e Cotas 927 e 888.
Segundo o relatório de combate do III Btl, nesse ataque a 8ª Cia teve sua progressão muito dificultada não somente pela resistência inimiga na cidade de Montese, como também por extensos campos minados e pela pesada artilharia e morteiros inimigos.
Ivaldo, apesar dessas dificuldades e de ainda ter que retardar seu ataque e desviar seu pelotão a fim de cooperar na limpeza das resistências inimigas nas orlas este e sudeste de Montese (até a chegada de elementos do 6º RI), conseguiu levar seu pelotão ao objetivo, participando e contribuindo para a captura de Serreto pela 8ª Cia.
Seu desempenho nos ataques a Serreto e cota 927 lhe rendeu a Cruz de Combate de Primeira Classe e ainda a condecoração norte-americana Bronze Star, ambas por bravura em combate.
Cumprida sua missão na região de Montese e entorno, o 1º sargento Ivaldo e seu pelotão saíram de linha na região de Campo del Sole,  juntamente com a 8ª Cia, a fim de reajustar efetivos e equipamentos.
Vencida a batalha por Montese, restava ao inimigo a fuga pela planície do Pó e à FEB a sua perseguição e a ocupação do terreno por ele deixado às pressas.
Nessa corrida, Ivaldo e seus comandados do 3º pelotão passaram pelas localidades de Torrachia, Iola, Salto Martino, Zocca, região de Monte Orsello, Marano, Vignola-Castelvetro, Maranello, Fiorano, Sassuolo, Scandiano, Quatro-Castello, Maiático e Respício, ocupando o terreno abandonado e seguindo sempre no encalço do inimigo.
Em 3 de maio de 1945, o 1º sargento Ivaldo Ribeiro Dantas e os fuzileiros do 3º pelotão chegaram a Alessandria, a fim de reunirem-se ao regimento.
Pouco depois, em 11 de maio, foi transferido para a Companhia de Comando do III Batalhão, por conveniência do serviço.
Finalmente, em setembro, deslocou-se com o regimento, para bordo do navio General Meigs, tendo esse transporte desatracado do porto de Napoli, com destino ao porto do Rio de Janeiro.
De volta ao Brasil, permaneceu no Exército até ir para a reserva em 1953, no posto de major R/1.
*1 A defesa de Montilocco e outras destacadas ações da 8ª Cia do III Btl do Regimento Tiradentes – uma das companhias mais aguerridas da FEB – foi retratada no excelente livro “Segundo pelotão, 8ª Companhia”, escrito pelo veterano Agostinho José Rodrigues – que nessa época era tenente, comandante do 2º pelotão. O veterano Ivaldo é citado em algumas páginas da obra e teve contato direto com o autor durante a guerra.
*2 “Citação Especial de Combate” (pelo excelentíssimo senhor general comandante da Força Expedicionária Brasileira) “primeiro sargento quatro G – vinte e dois mil setecentos e oitenta e cinco, Ivaldo Ribeiro Dantas, do estado do Rio Grande do Norte, do onze regimento de Infantaria – Em vinte de janeiro de um mil novecentos e quarenta e cinco, no ponto de apoio de Montilocco, em noite escura, os alemães lançaram um forte golpe de mão visando isolar esse ponto chave da defesa do sub-quarteirão. Sem demora o sargento Ivaldo reage acionando todos os elementos da defesa. Repelido o inimigo, lançou-se em sua perseguição, assegurando dessa maneira a integridade absoluta da posição. O destemor, a combatividade, a tenacidade, o senso de responsabilidade do sargento Ivaldo destacam-no como belo exemplo aos nossos combatentes da Itália”. 

Diploma da Cruz de Combate (2ª Classe)
 
O presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, resolveu, de acordo com o Decreto de 21 de janeiro de 1946, conceder a Cruz de Combate de Segunda Classe ao 1º Sargento do 11º R.I. IVALDO RIBEIRO DANTAS .- As posições de Montelocco foram pesadamente bombardeadas na noite de 2 para 3 de janeiro de 1945, durante 30 minutos e, logo após, assaltada impetuosamente, quando o 1º Sargento IVALDO, então Cmt. de um Pel. da 8ª Cia , com calma, sangue frio, decisão e uma coragem tranqüila acionou prontamente os seus elementos e, após rechassar o inimigo, avançou destemerosamente, com apenas 2 elementos do pelotão, a uns 150 metros à frente das posições, possibilitando assim a melhor orientação do tiro de Artilharia. A ação do Sargento IVALDO nessa jornada foi de tal ordem, que o Cmt. do seu Btl, no elogio que lhe fez afirmou: – “ele foi para a tropa de Montelocco o esteio moral da defesa”.
No ataque a Serreto, o Sargento IVALDO foi, com seu pelotão, o elemento de que dispôs o Cmt de sua Cia para manobrar as resistências que já detinham dois de seus pelotões. O Sargento IVALDO à frente dos seus homens, e com uma audaciosa coragem, lança-se corajosamente sobre casamatas inimigas, destruindo e aprisionando suas guarnições. Foi o primeiro elemento que conseguiu entrar no ponto forte de Serreto, possibilitando assim que sua Cia pudesse atingir seus objetivos. Sobressaiu-se sobre todas as ações sobre a cota 927, onde o Sargento IVALDO avançou impetuosamente, conseguindo quase chegar à distância de assalto das casamatas alemãs e, com apenas cinco homens do seu pelotão, causou forte baixa ao inimigo que, julgando tratar-se de um forte ataque, desencadeou sobre estes elementos o poder da sua artilharia. Graças à coragem e sangue frio deste bravo Sargento foi possível o retraimento, com a perda de apenas um homem.

Colaborador: Sidney Dantas
Fonte http://www.portalfeb.com.br/ivaldo-ribeiro-dantas-8a-cia-do-11o-ri/

sábado, 11 de julho de 2015

MEDALHA FORÇA NAVAL DO NORDESTE (FNNE) - Brasil 2ª Guerra Mundial

FNNE
Criada pelo Decreto 35587, de 2 de junho de 1954, destinada a rememorar os serviços que aquela Fôrça Naval prestou ao Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e a se concedida aos oficiais e praças que nela efetivamente serviram, nos Estado Maior e menor de seu Comando ou tripulando os navios que a constituírem.

Esta medalha, que repousa sobre uma âncora com a respectiva boça ostenta no anverso a figura quimérica do leão marinho em atitude agressiva simbolizando os mares onde a Fôrça Naval do Nordeste lutou para assegurar a integridade da honra da Pátria. No reverso a legenda Fôrça Naval do Nordeste-1942-1945.

Por meio de um passador adornado com dois golfinhos estilizados, a medalha pende uma fita branca, com duas listas verdes.

As passadeiras correspondentes as medalhas de ouro e prata será fixada uma pequena palma do metal em que a medalha for cunhada. A medalha de ouro será usada pendendo de um colar de fita preso ao pescoço. 

As demais serão presas ao peito, do lado esquerdo.

A concessão da Medalha Fôrça Naval do Nordeste era feita de acordo com o seguinte critério:

  • a) Ao oficial que comandou a F.N.N.E. durante a 2ª Guerra Mundial - será conferida a medalha de ouro.
  • b) Ao chefe do Estado Maior da FNNE e aos comandantes dos navios que a constituíram serão conferidas medalhas de prata. 
  • c) Aos oficiais e praças que, designados para servir na FNNE, efetivamente prestaram serviços de guerra, quer embarcados em seus navios como membros que sua tripulações, quer servindo nos Estados Maior e menor do Comando da Fôrça - serão conferidas as medalhas de bronze.  
 Esta é uma medalha relativamente rara, principalmente em Ouro e Prata.

FNNE em Prata


FNNE em Bronze

Antônio Moreira Ferreira - Na foto, percebe-se que foi condecorado com a medalha de Serviços de Guerra da Marinha, bem como a Força Naval do Nordeste, em bronze.


Força Naval Sul e Nordeste - Brasil 2ª Guerra Mundial

A criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso nº 1.661, de 5 de outubro de 1942, foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das nossas forças navais para adequar-se à situação de conflito. Sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, a recém-criada força foi inicialmente composta pelos seguintes navios: Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios-Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo (posteriormente reclassificados como corvetas) e os Caça-Submarinos Guaporé e Gurupi. Receberia ainda navios que acabavam de ser prontificados pelos nossos estaleiros e várias escoltas anti-submarino cedidas pelos norte-americanos; constituindo-se na Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, subordinada a 4ª Esquadra Norte-Americana, reunindo a nossa Marinha com a Marinha dos Estados Unidos da América, que já lutava contra a ameaça submarina desde 1941. A atuação conjunta com os norte-americanos trouxe meios navais e armamentos mais adequados à guerra anti-submarina, proporcionando também o indispensável treinamento para o nosso pessoal, habilitando-os a operarem navios modernos com meios de detecção pouco conhecidos até então, como o sonar.

Mas não só no Nordeste fazia-se sentir a ação da Marinha do Brasil. A 25 de agosto de 1942, pelo Aviso 1351, foi criado o Grupo de Patrulha do Sul, incorporando inicialmente os antigos contratorpedeiros Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe. Mais tarde, foram substituídos pelo Contratorpedeiro Maranhão e os navios-mineiros, classificados como corvetas Cananéia e Camocim. A 24 de abril de 1944, pelo Aviso 597, o Grupo Patrulha do Sul foi transformado em Força Naval do Sul, mantendo o Contratorpedeiro Maranhão e incorporando, no lugar das corvetas da classe C (transferidas para a Força Naval do Nordeste), as da classe Felipe Camarão, e mais a Corveta Jaceguai. 

A ação prioritária para a Marinha do Brasil era a escolta dos comboios de navios mercantes, e nesta missão cada navio mercante que chegava ao seu porto de destino em segurança era uma vitória alcançada. Vitórias diárias e silenciosas, que não produziram manchetes nos jornais, mas mantiveram abertas as vias de comunicação marítima no Atlântico Sul, provendo os Aliados de materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra e mantendo a economia nacional abastecida. Contudo, esta guerra cotidiana e silenciosa, incluiu 66 ataques de navios de guerra brasileiros a submarinos registrados pelos próprios alemães e custou inúmeras vidas. As perdas brasileiras na guerra marítima somaram 30 navios mercantes e três navios de guerra, destes últimos dois, o Bahia e o Camaquã, eram componentes da FNNE. Nas operações navais na Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil perdeu 486 homens.

m 6 de novembro de 1945, concluída a sua missão, as duas Forças regressaram ao Rio de Janeiro, a do Nordeste, sob o comando do Contra-Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra, e a do Sul, sob o comando do Contra-Almirante Octavio Figueiredo de Medeiros. No dia 7 de novembro, embandeirados em arco, as guarnições dispostas pela borda e com vivas da Ordenança, os navios de guerra prestaram continência ao Presidente da República, Dr. José Linhares, seguiu-se desfile das guarnições dos navios que percorreu o seguinte itinerário: Rua Visconde de Inhaúma, Avenida Rio Branco, Rua 13 de Maio, Largo da Carioca, Rua Uruguaiana e, novamente Rua Visconde de Inhaúma e Arsenal de Marinha. O Jornal do Brasil, datado de 8 de novembro de 1945, ao noticiar o desfile, descreveu que “A cidade [Rio de Janeiro] viveu ontem um dos mais belos espetáculos que já lhe foi dado assistir”.
 
Composição das Forças:
FNN: CRUZADORES - 2 Bahia e Rio Grande do Sul
CORVETAS - 5 Carioca, Cabedelo, Caravelas, Camaquã e Cananéia (+3 EM 1944)
CAÇA-SUBMARINOS - 2 (+14 em 1943, sendo 8 csse Guaporé e 8 classe Javari, casco de madeira)
Tender Belmonte
CONTRAORPEDEIROS - 11 em 1944 (3 classe Marcílio Dias e 8 classe Bertioga)

O Bahia e o Camaquã acabaram sendo afundados durante a campanha, juntamente com mais um navio, totalizando 486 homens perdidos.

FNS: CONTRATORPEDEIRO - 1
CORVETAS - 2
 
fontes: https://www.marinha.mil.br/
 

An Act of Kindness Might Have Denied A German WWI Soldier a War Grave

An Act of Kindness Might Have Denied A German WWI Soldier a War Grave

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The German soldier who had killed another man, fulfilled that man's dying wish. The wish was for a photograph that he was found holding to be returned to his family. This is just one of the stories that marked the centenary of the First World War.
Sergeant Percy Buck clung to a black and white photograph of his wife, Bertha, and young son, Cyril, as he lay in a shell hole, slowly dying from a fatal wound in 1917.
On the back of the photograph, he wrote his address and a message for whomever found the photo to send it back to his loved ones in the event of his death.
Sergeant Buck assumed that it would be a fellow British soldier who would return the photo to his family. Instead, it was a German soldier who returned the photo. Gefreiter Josef Wilczek may have been the very soldier who fired the shots who killed Sgt. Buck.
In an act of humanity, Gefr Wilczek sent the photograph to the Red Cross in Geneva along with a note. In the note, he wrote:
“He was holding the card in his hand and the finder was asked to forward it to his wife. I, wishing to fulfil the last will of the dead comrade, send it to you.
“May he rest in peace.”
But by carrying out the soldiers final wish, Gefr. Wilczek may have deprived Sgt. Buck of a war grave for his family to pay respects to. The photograph would have been the identifying item that could have helped identify his body. It is believed that Sgt. Buck was buried in an unmarked grave somewhere in Flanders.
The Telegraph shares another sad twist to this tale, Gefr Wilczek didn't survive the war. He was killed on October 31, 1918—only two weeks before the Armistice.
Now, Sgt. Buck's granddaughter, Christina Reynolds, has discovered the letter the German sent to her grandmother, along with the devastating telegram that informed her of her husband's demise.
Part of the emotive archive that has come to light almost 100 years later is the photograph of Sgt. Buck with his wife and son was taken on the same occasion as the one that was returned to them.
Upon finding the documents, Mrs Reynolds, from Hitchin, Hertfordshire, showed them to the newly-formed Herts at War project, set up to mark the 100th anniversary of the start of World War I.
Mrs Reynolds, whose late father Cyril was aged three when his father died, said: “My father barely knew his father but he had these items in a box.
“The box has been passed down to me and in it were these letters by the German soldier and the Red Cross explaining the return of the photo to my grandmother in 1917.
“It was this German soldier who probably killed my grandfather in an act of war.
“He didn't have to take the time out and maybe risk punishment to fulfil my grandfather's wishes. He could have left it there.
“The two men didn't know each other but it was very kind of him to do what he did for a fellow soldier.”
Sgt Buck served in the Hertfordshire Regiment and trained troops in rifle practice before being sent to the Western Front in December 1916.
In July 1917 the men took part in a major dawn offensive in the Third Battle of Ypres, otherwise known as Passchendaele.
The night before the men went over the top, Sgt Buck wrote the request on the back of the photo and showed it to a colleague.
The next morning his battalion were at St Julien at Flanders and came under heavy machine gun fire which caused them to conduct a fighting withdrawal.
Sgt Buck was shot in the side and fell into the shell hole.
Mrs Reynolds, 58, said until now the family did not know how Sgt Buck had died.
But as a result of her coming forward, researchers for the Herts at War team have uncovered an eye-witness account of his death.
 
In 1918, a Private Ramsell told the Enquiry Department for Wounded and Missing: “We went over the top together at St Julien front.
“I did not see him (Percy) hit but several other fellows did. He was hit in the side and fell into a shell hole. He was too severely wounded to move.
“He showed me a photo of his wife and child the night before. On the back of it he had written his wife's address and the words 'whoever finds this please forward', or words like that.
“We never saw him again and his body was never found.”
Mrs Reynolds said: “All the family knew was that my grandfather was missing in action and then confirmed as killed in action.
“His body has never been found and we have never really known what happened to him until now.
“We still don't know where he is, only that he is buried out there somewhere.
“I just wish my father was still alive today because he would have wanted to know.”
Sgt Buck was aged 26 when he was killed. His widow Bertha, who he married in 1912, died in 1962.
Dan Hill, of the Herts at War project, said: “We are covering 20,000 different stories and this one stood out because it was an incredible moment of humanity in the carnage of war.
“It was right in the thick of the action and this one German soldier took it upon himself to do a dying comrade this remarkable favor.”

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