sábado, 29 de agosto de 2015

James Fanstone



James Fanstone nasceu no dia 8 de agosto de 1890 em Recife. Filho de missionários, James Fanstone logo dirigiu-se para a Inglaterra onde foi educado. Cursou medicina na Universidade de Londres tendo concluído o curso em 1914. Com o inicio da primeira guerra mundial o jovem teve que se alistar no Exercito Britânico tendo servido como capitão-médico até 1919, voltando em seguida à Universidade de Londres onde se tornou um doutor em medicina. Em 1922 James Fanstone casou-se com Ethel Marguerite Peattfield (Deyse Fanstone) e veio para o Brasil. Por dois anos James Fanstone ficou em São Paulo e em Belo Horizonte reaprendendo a língua portuguesa e preparando uma tese que; defendida e aprovada na Universidade de Minas Gerais, lhe permitiu atuar como médico no país. Acompanhado por missionários presbiterianos por duas vezes visitou Goiás; na ultima, em 1924 resolveu fixar seu hospital aqui em Anápolis na Rua Desembargador Jaime. No inicio os atendimentos eram feitos na própria residência. Aos poucos comprou terrenos e casas vizinhas e começou a construção de um hospital com 20 leitos sala de cirurgia raios-X e laboratório, que em 1927 transformou-se no Hospital Evangélico Goiano. Teve dois filhos: O médico Henrique Mauricio Fanstone e o advogado Willian Baird Fanstone. Em 15 de agosto de 1987 James Fanstone faleceu aos 97 anos. 





Fontes: 
http://www.anapolisbrazil.inf.br/james-fanstone-pioneiro-na-medicina-e-na-fe/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Help_for_Brazil
http://www.portal670.com.br/folha670/arquivos/pag%2012-20120713-082157.pdf 
http://www.ancestry.com/genealogy/records/james-feinstone_102270636

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Decreto de uso das condecorações nos uniformes Militares.

DECRETO No 40.556, DE 17 DE DEZEMBRO DE 1956

Regula o uso das condecorações nos uniformes militares e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, inciso I, da Constituição,

DECRETA:

Art 1º Os militares das Fôrças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e Fôrças Auxiliares (Polícia Militar do Distrito Federal e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal) usarão, em seus uniformes, as condecorações nacionais discriminadas no art. 2º, e as condecorações estrangeiras e internacionais na forma do que estabelecem os arts. 3º e 4º, do presente Regulamento.

Art 2º As condecorações nacionais cujo uso é autorizado nos uniformes militares são as seguintes:

a) destinadas a premiar a bravura militar:
- Cruz Naval (M)
- Cruz de Combate de 1 a e 2 a classes (E)
- Cruz de Bravura (A);

b) destinadas a agraciar os feridos em ação:
- Medalha "Sangue do Brasil" (E)
- Cruz de Sangue (A);

c) destinadas a premiar a participação em campanha e o cumprimento de missões ou operações de guerra:
- Cruz de Campanha (Guerra de 1914-1918)
- Medalha da Vitória (Guerra de 1914-1918)
- Medalha de Serviços Relevantes (M)
- Medalha de Serviços de Guerra, com 3, 2 ou 1 estrelas (M)
- Medalha da Fôrça Naval do Nordeste(M)
- Medalha da Fôrça Naval do Sul (M)
- Medalha de Campanha (E)
- Cruz de Aviação - Fitas A e B (A)
- Medalha de Campanha Itália (A);

d) destinadas a atestar o mérito:
- Ordem Nacional do Mérito;
- Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados (Incluída pelo Decreto nº 6.400, de 2008)
- Ordem do Mérito da Defesa; (Vide Decreto nº Decreto nº 4.424, de 2002)
- Ordem do Mérito Naval (M)
- Ordem do Mérito Militar (E)
- Ordem do Mérito Aeronáutico (A)
- Ordem do Mérito da Defesa (Incluída pelo Decreto nº 4.263, de 2002)
- Ordem do Mérito Forças Armadas (Incluído pelo Decreto nº 91.508, de 1985) (Vide Decreto nº 4.263, de 2002)
- Ordem de Rio Branco (Incluído pelo Decreto nº 61.295, de 1967)
- Ordem do Mérito Jurídico Militar (Incluído pelo Decreto nº 43.195, de 1958)
- Ordem do Mérito Médico (Incluído pelo Decreto nº 56.374, de 1965)
- Ordem de Rio Branco (Redação dada pelo Decreto nº 7.190, de 2010).
- Ordem do Mérito Judiciário Militar (Redação dada pelo Decreto nº 7.190, de 2010).
- Ordem do Mérito Médico (Redação dada pelo Decreto nº 7.190, de 2010).
- Medalha do Mérito Mauá; (Incluída pelo Decreto nº 5.665, de 2006)
- Ordem do Mérito Ministério Público Militar (Incluído pelo Decreto nº 6.035, de 2007).
- Medalha Mérito Desportivo Militar (Incluída pelo Decreto nº 5.958, de 2006)
- Ordem do Mérito da Inteligência (Incluída pelo Decreto nº 5.837, de 2006)

e) destinadas a premiar serviços relevantes:
- Cruz de Serviços Relevantes (A);
- Medalha da Vitória (Incluída pelo Decreto nº 5.023, de 23.3. 2004)
- Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias (Incluída pelo Decreto nº 6.082, de 2007)

f) destinadas a recompensar bons serviços militares:
- Medalha Militar (Decreto número 4.238, de 15-11-1901)
- Medalha Corpo de Tropa (Instituída pelo Decreto nº 5.166, de 2004)
- Medalha de bons serviços da Polícia Militar do Distrito Federal (Decretos ns 5.904, de 24-2-1906 e 7.901, de 17-3-1910);
- Medalha de Mérito para os oficiais e praças do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal", instituída pelo Decreto nº 6.043, de 24 de maio de 1906 (Incluída pelo Decreto nº 41.546, de 1957)

g) destinadas a recompensar contribuição ao esforço nacional de guerra:
- Medalha de Serviços de Guerra, sem estrela (M)
- Medalha de Campanha do Atlântico Sul (A);

h) destinadas a reconhecer serviços prestados às Fôrças Armadas:
- Medalha Naval de Serviços Distintos (M)
- Medalha do Pacificador (E) (Decreto nº 39.745, de 17-8-1955)
- Medalha Mérito Santos Dumont; (Decreto nº 39.905, de 5.9.1956)
- Medalha Marechal Trompowsky; (Incluída pelo Decreto nº 42.041, de 1957)
- Medalha "Mérito Tamandaré" (M) - Decreto nº 42.111 de 20 de agôsto de 1957 (Incluída pelo Decreto nº 42.732, de 1957)
- Medalha de Serviço Amazônico (Incluída pelo Decreto nº 6.192, de 2007
- Medalha Bartolomeu de Gusmão (Incluída pelo Decreto nº 84.616, de 1980)
- Medalha Mérito Aeroterrestre (Incluída pelo Decreto nº 6.789, de 2009).
- Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura (Incluída pelo Decreto nº 7.085, de 2010)

i) destinadas a premiar serviços extraordinários prestados à humanidade:
- Medalhas de Distinção de 1 a e 2 a classes (Decreto nº 58 de 14 de dezembro de 1889);

j) condecorações destinadas a premiar o mérito cívico: (Incluída pelo Decreto nº 61.477, de 1967)
- Medalha da Inconfidência (Incluída pelo Decreto nº 61.477, de 1967)

l) destinadas a premiar a aplicação aos estudos militares ou à instrução militar: (Redação dada pelo Decreto nº 61.477, de 1967)
- Medalha-prêmio "Greenhalgh" (M) - Ato de 15-11-1895
- Medalha-Prêmio "Escola de Guerra Naval" (Incluído pelo Decreto nº 5.857, de 2006)
- Medalha-prêmio "Marcilio Dias" (M) - Decreto nº 8.076, de 23 de junho de 1910, modificado pelo Decreto nº 23.564, de 7-12-1933
- Medalha-prêmio "Saldanha da Gama" (M) - Avisos ns. 4.306, de 13-12-1915 e 2.902, de 22 de setembro de 1934
- Medalha-prêmio "Almirante Alexandrino de Alencar" (M) - Avisos ns. 4.306, de 13-12-1915 e 2.902, de 22 de setembro de 1934 (Vide Decreto nº 6.171, de 2007)
- Medalha-prêmio "Faraday" (M) - instituída em 1923, na Escola Naval, (Incluída pelo Decreto nº 42.732, de 1957)
- Medalha-prêmio "Almirante Jaceguai" (M) - Decreto nº 16.934, de 10 de junho de 1925
- Medalha-prêmio "Revista Marítima Brasileira" (M) - Decreto nº 17.578, de 3-2-1926
- Medalha "Mallet" (E) - Decreto número 21.196, de 23-3-1932 complementado pelas Instruções publicadas no Boletim do Exército nº 105, de 5 de abril de 1932.
- Medalha Marechal Osório - O Legendário. (Incluído pelo Decreto nº 6.618, de 2008).
- Medalha-prêmio "Conde de Anadia" (M) e "Conde de Linhares" (E) - Decreto nº 22.937, de 13 de julho de 1933
- Medalha-prêmio "Almirante Júlio de Noronha" (M) - Aviso de 7 de novembro de 1934
- Medalha de "Caxias" (E) - Decreto nº 5.847, de 22-6-1940
- Medalha-prêmio "Marechal Bitencourt" (E) - Decreto nº 6.585, de 10 de dezembro de 1940
- Medalha-prêmio "Correia Lima" (E) - Decreto nº 23.392, de 31 de dezembro de 1946
- Medalha-prêmio "Duque de Caxias" (PMDF), instituída pelo Decreto nº 29.363, de 19 de março de 1951 (Incluída pelo Decreto nº 41.112, de 1957
- Medalha "Marechal Hermes-Aplicação e Estudos" (E) - Decreto nº 37.406 de 31-5-1955
- Medalha-prêmio "Intendência da Marinha" (M) - "Aviso número 3.469-A de 21 de outubro de 1955 (Incluída pelo Decreto nº 42.732, de 1957)
- Medalha-prêmio "Almirante Gastão Motta" (M) - Aviso nº 3.470-A de 21 de outubro de 1955 (Incluída pelo Decreto nº 42.732, de 1957)
- Medalha-Prêmio Forte Sebastopol (Incluído pelo Decreto nº 6.035, de 2007)
- Medalha-Prêmio Vanguarda (Incluído pelo Decreto nº 6.035, de 2007)
- Medalha-prêmio "Fôrça Aérea Brasileira" (A).(Incluída pelo Decreto nº 41.639, de 1957)
- Medalha-prêmio "Santos Dumont" (A) (Incluída pelo Decreto nº 60.693, de 1967)
- Medalha-prêmio "Salgado Filho" (A) (Incluída pelo Decreto nº 60.693, de 1967)
- Medalhas-prêmios do Colégio Militar "Duque de Caxias", "Almirante Barroso", "Marques do Herval", "Visconde de Inhaúma", "Conde de Pôrto Alegre", "Marques de Tamandaré", "Marechal Deodoro", "Marechal Carlod Machado", "General Polidoro", "General Benjamin Constant", "Barão do Rio Branco" - Decretos números 10.202, de 9-3-1889.371, de 2-5-1890, 750-A, de 2-3-1892, 6.465, de 29 de abril de 1907, 9.677, de 24-7-1912, 12.956, de 10-4-1918, 15.416, de 27 de março de 1922, 18.729, de 2-5-1929, 53, de 11-9-1934, 3.809, de 13-3-1939 e 12.277 de 19-4-1943.
- Medalha-Prêmio "Almirante Wandenkolk (Incluída pelo Decreto nº 86.217, de 1981)
- Medalha-Prêmio "Militar Feminino da Marinha" (Incluída pelo Decreto nº 86.218, de 1981)
- Medalha-Prêmio "Sargento Francisco Borges de Souza" (Incluída pelo Decreto nº 87.080, de 1982)

m) condecorações destinadas a reconhecer a dedicação à profissão e o interesse pelo seu aprimoramento (Incluída pelo Decreto nº 84.015, de 1979)
- Medalha "Mérito Marinheiro" (Incluída pelo Decreto nº 84.015, de 1979)
- Medalha “Sargento Max Wolff Filho" (Incluído pelo Decreto nº 7.118, de 2010).
- Medalha "Mérito Anfíbio" - (Incluída pelo Decreto nº 95.793, de 1988)
- Medalha de Praça mais Distinta (Incluída pelo Decreto nº 6.067, de 2007)

Art 3º As condecorações estrangeiras de uso autorizado nos uniformes militares serão as concedidas pelos Governos das nações amigas para premiar serviços de natureza essencialmente militar.

Art 4º As condecorações de caráter internacional de uso autorizado nos uniformes militares serão as concedidas por organização mundial ou continental de que participe o Brasil, ou, em nome delas, por Govêrno de nação amiga, para premiar serviços de natureza essencialmente militar.

Art 5º Os militares agraciados com condecorações enquadradas nos artigos 3º e 4º do presente Regulamento deverão submeter ao Ministério respectivo o diploma correspondente ou ato de concessão para a devida apreciação e posterior publicação no Boletim da fôrça respectiva.

Parágrafo único. Somente após o cumprimento do que prescreve êste artigo ficará concretizada a autorização para uso da condecoração outorgada dentro das especificações dos artigos 3º e 4º.

Art 6º As condecorações serão usadas obrigatoriamente nas paradas e desfiles, nas recepções e cerimônias em que assim fôr determinado ou quando o uniforme prescrito para o ato ou solenidade fixar expressamente essa obrigatoriedade, de acôrdo com os Regulamentos e Planos de Uniformes da Fôrça respectiva.

Art 7º As barretas serão usadas em substituição às condecorações, nos uniformes que assim estipulem, quando fôr determinado por autoridade competente ou a critério de seus possuidores, nos uniformes de passeio.

Art 8º As faixas, comendas e placas serão usadas de acôrdo com as seguintes normas:

a) será usada apenas uma faixa de cada vez, colocada a tiracolo, do ombro direito para o quadril esquerdo, por baixo da dragona ou platina e do talim ou cinto. Será dada prioridade à faixa de condecoração nacional, nas solenidades e atos oficiais, no Brasil ou no estrangeiro;

b) o uso de faixa de determinada condecoração implicará na obrigatoriedade do uso da respectiva placa. Identicamente proceder-se-á com as condecorações cujo grau hierárquico fôr indicado simultaneamente por placa e comenda;

c) em solenidades e atos oficiais nacionais, no Brasil ou no estrangeiro, terão prioridade de uso comendas e placas referentes a condecorações nacionais.

Art 9º As condecorações usadas no peito serão colocadas em linha horizontal, do lado esquerdo, acima do bolso superior, a partir da linha dos botões, em fileiras de quatro, no máximo, umas abaixo das outras, na seguinte ordem:

1) as nacionais de bravura;
2) de ferimentos em ação;
3) de campanha, cumprimento de missões ou operações de guerra;
4) de mérito;
5) de serviços relevantes;
6) de bons serviços militares;
7) de esforço nacional de guerra;
8) de serviços prestados às Fôrças Armadas;
9) de serviços extraordinários;
10) De Mérito Cívico - (Incluída pelo Decreto nº 61.477, de 1967)
11) de aplicação aos estudos militares. Seguir-se-ão as estrangeiras, obedecendo a mesma ordem fixada para as nacionais. (Renumerada pelo Decreto nº 61.477, de 1967)

§ 1º A ordem do Mérito, quando concedida como recompensa por ato de bravura pessoal ou coletiva, em missões ou operações de guerra, precederá a tôdas as demais.

§ 2º Quando o agraciado tiver feito jus a duas ou mais medalhas enfeixadas numa das letras do art. 2º, usará em primeiro lugar as das Fôrças Armadas a que pertencer, na ordem fixada no artigo citado, seguindo-se as das demais fôrças, na ordem em que foram recebidas.

§ 3º Não será permitido o uso isolado de uma ou mais condecorações estrangeiras; pelo menos uma condecoração nacional deverá, também, ser usada.

§ 4º As condecorações estrangeiras que, por seus estatutos, forem usadas diferentemente do que estabelece o presente Regulamento, só poderão ser usadas nos respectivos países e como deferência especial, ou em solenidades, atos e festas em sua Embaixada ou Legação.

§ 5º As prescrições do presente artigo serão também observadas quando forem usadas as barretas em lugar das condecorações.

Art 10. Os diferentes Ministérios fixarão, nos Regulamentos de Uniformes para a respectiva fôrça, os detalhes referentes ao uso de condecorações no que não colidir com o estatuído no presente Regulamento.

Art 11. As condecorações que vierem a ser criadas posteriormente à promulgação do presente Regulamento terão seu uso nos uniformes militares regulado em ato do Poder Executivo, que fixará expressamente a sua inclusão numa das categorias fixadas no art. 2º e a sua precedência em relação às aí relacionadas. (Vide Decreto nº 41.112, de 1957)

Art 12. O presente Regulamento conterá, em separata, um resumo da legislação nele indicada, bem como os modêlos das condecorações citadas no artigo 2º.

Art 13. O presente Decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1956; 135º da Independência e 68º da República.

JUSCELINO KUBITSCHEK

Nereu Ramos
Antônio Alves Câmara
Henrique Lott
Henrique Fleiuss


Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 17.12.1956

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

70 anos depois… a cobra continua fumando!




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No passeio é possível conhecer um obuseiro M-114AR de 155mm do tipo usado pela Artilharia Divisionária da FEB durante a 2ª Guerra Mundial.

Seguindo uma tendência mundial de eventos culturais envolvendo museus de grandes cidades, a prefeitura de Belo Horizonte e parceiros patrocinaram, dentro do Projeto Noturnos no Museu, uma noite de apresentações no Museu da Força Expedicionária Brasileira de Belo Horizonte (Associação Nacional dos Veteranos da FEB seção BH), localizado em um muito bem conservado imóvel do tradicional bairro Floresta.
Na última sexta feira (17), a programação incluiu, após apresentação da banda de música da 4ª Região Militar, visitas guiadas, a partir das 19 horas, com a participação dos integrantes do Grupo de Reencenação Histórica Galos de Briga, fardados, armados e equipados como as tropas da FEB que combateram no teatro italiano da 2ª Guerra Mundial, entre 1944 a 1945.


Foto03_Museu_FEB_BH_Armas-Aliadas_Caiafa
No passeio é possível conhecer um obuseiro M-114AR de 155mm do tipo usado pela Artilharia Divisionária da FEB durante a 2ª Guerra Mundial.
Entre as diversas armas históricas (desativadas) expostas no museu, inimigas ou aliadas, estão as submetralhadoras “Grease Gun” e Thompson, ambas em calibre .45 ACP, de fabricação estadunidense.

Na avenida em frente ao prédio foi possível visitar um obuseiro de campanha M-114AR de 155 mm, peça de artilharia da FEB, e veículos militares utilizados pelas tropas brasileiras promoveram passeios pelas ruas do bairro Floresta em comboios. Os visitantes conheceram as salas de recordações autênticas dos nossos Pracinhas (como os soldados eram chamados), onde estavam expostos uniformes de diferentes patentes e graduações, armamentos dos pracinhas, munições, apetrechos individuais, fotografias, cartas, manuais de treinamento, e pelo lado inimigo, armas, bandeiras e apetrechos capturados das tropas nazistas e fascistas, incluindo aí a famosa metralhadora alemã MG-42 ou Lurdinha. No auditório, exibições de documentários, e no hall principal do museu, experiências contadas pelo veterano FEB cabo João Moreira davam voz e imagem aos nossos pracinhas em depoimentos sobre suas vidas durante e após a guerra. Também era possível visitar uma instalação onde estavam dispostos uma metralhadora .50 em seu tripé, um morteiro de campanha leve e outros petrechos de combate usados na Itália.


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O voluntário Sérgio Carneiro Correa, usando fardamento autêntico de um oficial brasileiro, explica o contexto de torpedeamento de navios brasileiros que decretaram a entrada do Brasil na 2ª Guerra. 

O estado de conservação do material histórico, a apresentação e organização geral das salas, o projeto geral de museologia muito bem estudado, e o fato de a vida financeira da instituição encontrar-se impecavelmente em dia coloca o Museu da FEB Belo Horizonte em uma situação ímpar, se feito o contraponto com a Casa da ANVFEB, localizada no Rio de Janeiro, mostrada na atual edição da revista T&D (Nº 141).


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O veterano FEB cabo João Moreira, há 70 anos lutou na Itália como motorista de viatura patrulha nas colunas motorizadas da FEB. Durante o evento, contou algumas de suas lembranças da guerra como a morte em combate dos companheiros.

O museu mineiro conta como vital apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) nos quesitos contas do aluguel, água e luz do imóvel, que é tombado. Existe um acordo para que o mesmo permaneça mantido neste formato enquanto estiver sob o controle da Associação Nacional dos Veteranos da FEB seção BH, estando o museu inserido na programação cultural da capital mineira e em plena atividade. Semanalmente, na parte da tarde, ao custo de R$ 4,00 por pessoa, o local recebe a população de Belo Horizonte, especialmente excursões de escolas primárias da rede pública de ensino, agendadas previamente e financiadas pela PBH em sua maioria. Aos sábados e domingos também ocorrem eventos programados e visitação aberta ao público. Todo o trabalho feito para o museu é voluntário.


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“Nosso maior patrimônio são os voluntários e colaboradores amigos do Museu da FEB BH, sem eles não poderíamos estar no nível que a instituição hoje se encontra” – Marcos Renault, presidente do Museu da FEB BH.

Segundo o engenheiro Marcos Renault, presidente do Museu da FEB BH, o maior capital que a instituição possui é os seus voluntários e colaboradores “Nosso grupo tem conseguido importantes sucessos com muito amor e união, complementando a ajuda que recebemos do município e de alguns apoiadores que fazem parte do grupo. No final de julho ou início de agosto, vamos inaugurar a sala dedicada ao 1º Grupo de Aviação de Caça da FAB com itens autênticos doados pelo piloto John Buyers, oficial de ligação do grupo brasileiro com o comando norte-americano, e do brigadeiro José Rebelo Meira de Vasconcelos, um dos mais conhecidos pilotos do esquadrão, falecido recentemente. De um modo geral, a repercussão do trabalho tem sido ampla e mais brasileiros tem tido a oportunidade de conhecer essa importante fase da nossa história recente”.


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O Grupo de Reencenação Histórica Galos de Briga, e outros voluntários, usando uniformes, equipamentos e armamentos fiéis aos da época da 2ª Guerra Mundial, conferem aos eventos do Museu da FEB Bh grande realismo histórico, chamando a atenção especialmente dos jovens e crianças.

Roberto Caiafa
(Texto e Fotos)
*A reportagem de T&D agradece a Sergio Carneiro Correa, voluntário da equipe do museu, pelo convite e apoio na realização desse artigo.

Fonte: http://tecnodefesa.com.br/70-anos-depois-a-cobra-continua-fumando/

sábado, 1 de agosto de 2015

Cicatrizes da Primeira Guerra Mundial

CICATRIZES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

* POR EUDES BEZERRA

Após 100 anos do início do gigantesco conflito armado que remodelou o século XX — o Século da Violência — e que ficou conhecido como a Primeira Guerra Mundial, muitas das marcas feitas através do aço e fogo ainda permanecem abertas como verdadeiras cicatrizes e sobreavisos.

As fotografias abaixo fazem parte de um grande ensaio fotográfico realizado pelo irlandês Michael St. Maur Sheil. Você pode conferir mais fotografias como as que seguem abaixo no site (em inglês) do próprio fotógrafo: Western Front Photography.

Local da Batalha do Rio Somme, França. Notam-se crateras e parte do sistema de trincheiras utilizado durante o período de desgaste. Disputada entre os dias de 24 de junho e 18 de novembro de 1916, o Rio Somme foi tingindo de vermelho-sangue na sangrenta luta de trincheira que deixou mais de 1 milhão e 100 mil mortos. Somente no primeiro dia da ofensiva com infantaria, em 1º de julho, os britânicos contaram mais de 57 mil cadáveres. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha do Rio Somme, França. Notam-se crateras e parte do sistema de trincheiras utilizado durante o período de desgaste. Disputada entre os dias de 24 de junho e 18 de novembro de 1916, o Rio Somme foi tingindo de vermelho-sangue na sangrenta luta de trincheira que deixou mais de 1 milhão e 100 mil mortos. Somente no primeiro dia da ofensiva com infantaria, em 1º de julho, os britânicos contaram mais de 57 mil cadáveres. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Messines, Bélgica. O campo que era um elevado de 76 m de altura conhecido como a Crista de Messines veio abaixo em 7 de junho de 1917, quando 21 túneis recheados de minas britânicas foram detonados causando a morte de milhares de alemães em poucos segundos. A detonação fora tão violenta que foi ouvida do outro lado do Canal da Mancha, em Londres, a 210 km de distância. Foi a mais brilhante e bem-sucedida operação de sapa da guerra – os túneis foram cavados sob as posições germânicas durante longos 12 meses e têm sua relevância questionada. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Messines, Bélgica. O campo que era um elevado de 76 m de altura conhecido como a Crista de Messines veio abaixo em 7 de junho de 1917, quando 21 túneis recheados de minas britânicas foram detonados causando a morte de milhares de alemães em poucos segundos. A detonação fora tão violenta que foi ouvida do outro lado do Canal da Mancha, em Londres, a 210 km de distância. Foi a mais brilhante e bem-sucedida operação de sapa da guerra – os túneis foram cavados sob as posições germânicas durante longos 12 meses e têm sua relevância questionada. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Caminho das Damas, França. Soldados alemães buscaram refúgio em uma antiga pedreira que acabou sendo rebatizada como “Caverna do Dragão”. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Caminho das Damas, França. Soldados alemães buscaram refúgio em uma antiga pedreira que acabou sendo rebatizada como “Caverna do Dragão”. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Verdun, França. Solo retorcido, acidentado e mais uma vez remexido pelas solapas de aço e fogo franco-germânicas. No decorrer de 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916, em Verdun, próximo à capital francesa, travou-se a maior batalha individual da guerra, onde franceses e alemães se mostraram determinados. Por vezes os franceses estiveram próximos de uma desastrosa derrota, mas resistiram. Terminou de forma inconclusiva. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local da Batalha de Verdun, França. Solo retorcido, acidentado e mais uma vez remexido pelas solapas de aço e fogo franco-germânicas. No decorrer de 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916, em Verdun, próximo à capital francesa, travou-se a maior batalha individual da guerra, onde franceses e alemães se mostraram determinados. Por vezes os franceses estiveram próximos de uma desastrosa derrota, mas resistiram. Terminou de forma inconclusiva. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Cratera de Lochnagar, Somme, França. Bem preservada, percebe-se o gigantesco poder de destruição causado por uma das minas terrestres empregadas durante a Grande Guerra. A explosão ocorreu no dia 1º de julho de 1916, quando os soldados britânicos investiram contra os alemães. As perdas fatais britânicas, somente neste dia, foram superiores a 57 mil. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Cratera de Lochnagar, Somme, França. Bem preservada, percebe-se o gigantesco poder de destruição causado por uma das minas terrestres empregadas durante a Grande Guerra. A explosão ocorreu no dia 1º de julho de 1916, quando os soldados britânicos investiram contra os alemães. As perdas fatais britânicas, somente neste dia, foram superiores a 57 mil. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Butte de Vaquois, França. A guerra fez a vila e, de modo incrível, parte do morro sumirem. O solo da localidade é caracterizado por gigantescas crateras que parecem insistir em se manter inalteradas, mesmo com quase 100 anos de abertas. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Butte de Vaquois, França. A guerra fez a vila e, de modo incrível, parte do morro sumirem. O solo da localidade é caracterizado por gigantescas crateras que parecem insistir em se manter inalteradas, mesmo com quase 100 anos de abertas. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Floresta de Belleau, França. Onde antes se impunha uma gigantesca floresta, hoje restam campos de colheitas. Belleau foi um dos primeiros locais a receber tropas norte-americanas na guerra. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Floresta de Belleau, França. Onde antes se impunha uma gigantesca floresta, hoje restam campos de colheitas. Belleau foi um dos primeiros locais a receber tropas norte-americanas na guerra. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local das quatro Batalhas do rio Isonzo, rio que corta diversos países atualmente. O Isonzo, entre 23 de junho e 3 de dezembro de 1915, diluiu e petrificou sangue derramado por uma das mais selvagens série de batalhas da Primeira Guerra Mundial, onde, no frio extremo, aproximadamente 400 mil soldados austro-húngaros e italianos foram mortos. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Local das quatro Batalhas do rio Isonzo, rio que corta diversos países atualmente. O Isonzo, entre 23 de junho e 3 de dezembro de 1915, diluiu e petrificou sangue derramado por uma das mais selvagens série de batalhas da Primeira Guerra Mundial, onde, no frio extremo, aproximadamente 400 mil soldados austro-húngaros e italianos foram mortos. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Ruínas de Seed el Bahr Kale, Turquia. A região foi palco do maior fiasco britânico na guerra: a Batalha de Galípoli, que teve contagem de 25 de abril de 1915 a 29 de abril de 1916. Os britânicos subestimaram a determinação turca, que também contavam competentes comandantes alemães. O plano de invasão de Galípoli foi incentivado pessoalmente por Winston Churchill, o primeiro-ministro que mais tarde venceria Hitler na Segunda Guerra Mundial. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Ruínas de Seed el Bahr Kale, Turquia. A região foi palco do maior fiasco britânico na guerra: a Batalha de Galípoli, que teve contagem de 25 de abril de 1915 a 29 de abril de 1916. Os britânicos subestimaram a determinação turca, que também contavam competentes comandantes alemães. O plano de invasão de Galípoli foi incentivado pessoalmente por Winston Churchill, o primeiro-ministro que mais tarde venceria Hitler na Segunda Guerra Mundial. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Lagos Masurianos, diversas nações. Local onde os alemães desferiram ofensiva contra os russos sob a temperatura de 40º negativos, que acabou com a destruição do 10º exército russo e que registrou o primeiro uso de gases venenosos, ainda que a baixa temperatura – para sorte dos russos – tenha praticamente anulado o efeito. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.
Lagos Masurianos, diversas nações. Local onde os alemães desferiram ofensiva contra os russos sob a temperatura de 40º negativos, que acabou com a destruição do 10º exército russo e que registrou o primeiro uso de gases venenosos, ainda que a baixa temperatura – para sorte dos russos – tenha praticamente anulado o efeito. Fotografia: Michael St. Maur Sheil.

REFERÊNCIAS:
CAWTHORNE, NIGEL. AS MAIORES BATALHAS DA HISTÓRIA: ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DE GUERRA QUE DEFINIRAM A HISTÓRIA DE PAÍSES E POVOS. TRAD. GLAUCO DAMA. SÃO PAULO: M. BOOKS, 2010.
WILLMOTT, H.P. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. TRAD. CECÍLIA BARTALOTTI, MYRIAM CAMPELLO, RENATO AGUIAR. RIO DE JANEIRO: NOVA FRONTEIRA, 2008.
SHEIL, MICHAEL ST. MAUR. WESTERN FRONT PHOTOGRAPHY. ACESSO EM 24 DE JUNHO DE 2014.
UOL. CICATRIZES DA GUERRA: PAISAGENS DA EUROPA QUE NÃO SE RECUPERARAM DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. ACESSO EM 4 JUN. 2014.

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